✓ Resenha: O Mar Infinito - Rick Yancey

quarta-feira, 14 de junho de 2017



Sinopse: COMO LIVRAR A TERRA DE 7 BILHÕES DE HUMANOS? TIRE A HUMANIDADE DELES.

Cassie Sullivan e seus amigos sobreviveram às quatro ondas de destruição provocadas pelos Outros. Agora, com a raça humana quase exterminada e a 5ª Onda encobrindo a Terra, os sobreviventes devem escolher: encarar o inverno e esperar o retorno de Evan Walker ou partir à procura de abrigo antes que o inimigo os alcance. Porque o próximo ataque é mais do que possível – ele é inevitável.
Os homens ainda não viram as profundezas até onde os Outros podem descer nem os Outros viram a que alturas a humanidade pode se erguer. Esta é a derradeira batalha entre vida e morte, esperança e desespero, amor e ódio.


Título: O Mar Infinito (Skoob)
Autor: Rick Yancey
Série: Quinta Onda #2
Gênero: Ficção Científica
Editora: Fundamento
Páginas: 248
Onde comprar: Amazon / Saraiva
Classificação: 9,8 (Excelente!)
Livro cedido em parceria com a editora. 



“Estou me afogando em um mar infinito. Afundando devagar, o peso das profundidades sem luz me empurrando para baixo, espremendo o ar de meus pulmões, tirando o sangue de meu coração.” (p. 174)

O Mar Infinito é o segundo livro da série A 5ª Onda. Na continuação, Rick Yancey mantém a narrativa super envolvente, transportando os leitores para o cenário pós-apocalíptico dominado pelos alienígenas. 

A narrativa volta-se também para o interior dos personagens, em constantes reflexões sobre a humanidade – ou a perda dela. Temos personagens mais maduros e com muita força de vontade para sobreviver, mesmo que sejam os últimos humanos. Mostram, além da luta externa contra os invasores, uma forte luta interna, enfrentando a dor, a perda e a sobrevivência levada ao limite. Há passagens onde a dor e o amor se mesclam, a esperança e a falta dela, em uma narrativa acelerada e apreensiva.

“E cada segundo que passa significa que sobrevivi mais um segundo e, a cada segundo, aumenta a probabilidade de que irei sobreviver ao próximo”. (p. 35)

Temos também capítulos sob o ponto de vista da Especialista, permitindo conhecer melhor a história da guerreira. A personalidade forte, diria que até mesmo arrogante em alguns momentos, perde a vez para uma Esp muito mais voltada aos seus sentimentos.

Em O Mar Infinito, o esquadrão fugiu do último ataque alienígena e se escondeu em um hotel à alguns quilômetros. O grupo então se divide: Esp sai em busca de outro local para se esconderem e Cassie, Ben, Sam, Teacup, Dumbo e Pão de Ló permanecem no local.

Entretanto, os momentos de tranquilidade terminam quando helicópteros encontram Esp e os garotos começam a desaparecer do hotel. Somos arremessados à cenas de ação, suspense e dor, narrados pelos olhos de Cassie.

“Ataques de pulso eletromagnético, tsunamis, pragas e alienígenas disfarçados, crianças que passaram por lavagem cerebral e agora crianças com bombas dentro delas. Por que estão complicando tanto as coisas? É como se eles quisessem uma luta. Ou quisessem que a luta fosse interessante. Ei. Talvez seja isso. Talvez se atinja certo ponto da evolução em que o tédio é a maior ameaça à sobrevivência. Talvez isso não seja uma conquista, afinal, mas um jogo. Como uma criança arrancando asas de mosca.” (p. 154)

Mas nem só de guerra é feito o segundo livro da série. Já adianto que grandes descobertas mudarão tudo o que pensávamos sobre os invasores, e nossos queridos personagens enfrentaram momentos de apertar o coração. Não apenas eles, aliás.

“Até agora sempre achei que os Outros não sentiam nada por nós, além de desdém, talvez misturados com um pouco de nojo, assim como nos sentimos em relação aos ratos, às baratas, aos percevejos e outras formas de vida asquerosa. Humanos, não é nada pessoal, mas vocês têm que desaparecer. Nunca me ocorreu que poderia ser inteiramente pessoal. Que simplesmente nos matar não bastava.” (p. 58)

A capa é bonita e a diagramação também, contudo, um erro de revisão bem feio passou despercebido. O segundo livro não deixa nada a desejar – mas se fosse opinar pediria um livro mais longo, pois não matei a saudade suficiente dos personagens! - o que aumenta ainda mais a curiosidade para devorar o próximo livro da série.

“Evan se recostou no capô do carro e olhou para o céu incrustado de estrelas, intocadas pelas luzes humanas, limpo de toda a poluição, e essas são as mesmas estrelas que brilharam no mundo antes da espécie humana. Durante bilhões de anos, essas mesmas estrelas, e o que significou o tempo para elas?” (p. 84)






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5 comentários:

  1. Oi Amanda, vi o filme do primeiro livro e curti bastante e como sei que o livro é sempre melhor rsr, tô querendo sim começar a ler essa trilogia. Gostei da resenha e de saber que o ritmo é intenso, frenético e que te deixou com vontade de mais, de que houvesse mais páginas pra você acompanhar os personagens que devem ser cativantes. Gostei da capa, fiquei curiosa sobre o erro que passou despercebido e espero poder iniciar a leitura dos livros em algum momento próximo ;)

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  2. Eu curti bastante o primeiro livro e estou super ansiosa de ler esse e o último!
    Gostei bastante da história e estou com saudades dos personagens. Cass é uma personagem muito forte e gosto muito dela!
    Muito curiosa sobre esse livro!

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  3. Estou bem curiosa em relação ao primeiro livro, que não li ainda!
    Pelo que pude perceber, a continuação é bem bacana e envolvente também né!?
    Estou super animada e espero conferir em breve as aventuras desse pessoal.
    Parece ser uma história muito bem desenvolvida e com uma pegada que envolve o leitor do inicio ao fim.
    Beijos
    Caroline Garcia

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  4. Oi, gostei bastante de 5a onda e esse parece ser mais envolvente que o primeiro. Fiquei bem curiosa depois de ele receber tanta nota boa!

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  5. Olá,
    Eu já tinha assistido o filme A 5 onda e achei super interessante. O livro tem uma boa premissa e parece que há uma continuação do filme pelo que percebo, gostei bastante da trama, fiquei bem curiosa como fato de eles lutares contra invasores.

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