✓ Resenha: Suicidas - Raphael Montes

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017



Sinopse: O PRIMEIRO ROMANCE DO JOVEM AUTOR QUE SE FIRMOU COMO PRINCIPAL NOME DO NOVO SUSPENSE BRASILEIRO.
Antes que o mundo pudesse sonhar com o terrível jogo da baleia azul, que leva jovens a tirara própria vida, ou que a série de televisão 13 Reasons Why fosse lançada e set ornasse o sucesso que é hoje, Raphael Montes, então com 22 anos,já tratava do tema do suicídio entre jovens, com a ousadia que virou sua marca registrada. Em seu primeiro livro, que a Companhia das Letras agora relança acrescido de um novo capítulo, conhecemos a história de Alê e seus colegas, jovens da elite carioca encontra dos mortos no porão do sítio de um deles em condições misteriosas que indicam que os nove amigos participaram de um perigoso e fatídico jogo de roleta russa. Aos que ficaram, resta tentar descobrir o que teria levado aqueles adolescentes, aparentemente felizes e privilegiados, a tirar a própria vida. Para isso, contamos com os escritos deixados por Alê, um narrador nada confiável.

Título: Suicidas (Skoob)
Autor: Raphael Montes
Gênero: Thriller Psicológico
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 432
Onde comprar: Amazon / Submarino
Classificação: 9,8 (Excelente!)
Livro cedido pela editora.



Suicidas é o primeiro livro de Raphael Montes, escrito quando ele tinha apenas 19 anos! Foi finalista do prêmio Benvirá de Literatura em 2010, do prêmio Machado de Assis em 2012 e do prêmio São Paulo de literatura em 2013. Além disso também foi adaptado para o teatro em temporadas de sucesso em São Paulo e Rio de Janeiro e temos a informação que em breve chegará as telas do cinema!

Uma curiosidade para quem leu a edição antiga, publicado pela editora Benvirá: sabemos que essa nova contém um capítulo inédito, pena eu não saber dizer para vocês qual, pois não li a primeira edição, apenas sei que se refere ao passado de duas personagens.

Descrito como "ciranda macabra", esse livro é perturbador.

A narrativa é dividida em três tempos, sempre na mesma ordem são: O diário de Alessandro, nosso personagem central. O diário foi encontrado nas coisas do garoto após o suicídio coletivo; o livro escrito pelo mesmo durante todo ato suicida e que foi encontrado na cena do crime; por último a gravação após um ano do crime, com as mães dos 9 garotos envolvidos.

Durante a leitura eu fiz uma lista, assim que ia descobrindo, com os nomes das mulheres e de quem elas eram mães, isso foi facilitando o meu raciocino já que são nove, ou seja, temos pelo menos dezoito personagens em conflito, em discussões.

Tem muito de realidade na voz que cada personagem assume, nos conseguimos distinguir os que agem por impulso dos que são calculistas e preconceituosos, cada um tem sua personalidade e isso faz parte do grande quebra cabeças para entendermos o que realmente ouve naquela noite fatídica, onde esses nove jovens reuniram-se em uma casa de campo para um suicídio coletivo, dispostos de uma arma Tauros 608 e munição suficiente para acabar com a vida de cada um deles em uma roleta russa no porão, abastecidos de muita bebida alcoólica e drogas. Entre eles, estão irmãos gêmeos, um garoto com Síndrome de Down e outras pessoas com vidas aparentemente perfeitas.

** Atenção para um pequeno spoiler ** Não compromete nenhum segredo do livro.

Durante a leitura do diário nós vamos entendendo o que está por trás dessa decisão radical, e alternando um alivio temporário das cenas de terror psicológico que acontecem no porão durante o jogo, onde sabemos que a cada capítulo um personagem morrerá, entre o passado e o interrogatório cruel com as mães desses garotos. 
E então, entre uma dessas passagens no porão, nos deparamos com uma cena de necrofilia. Pra quem não sabe, necrofilia é a pratica de sexo com cadáveres. A cena é bastante forte, mas não é de modo algum romantizada nem nada do tipo, ela é nua e crua, terrível e dolorosa. Então acho legal que vocês saibam disso antes da decidirem ler esse livro. Ele pode ser muito cruel e perturbador para leitores sensíveis.

No mais, o que eu posso dizer é que entre eles há um psicopata, e que você leitor se atente pois o prazer desse livro é nos conduzir a tentativa de descoberta sobre quem ali é responsável pela manipulação em massa.

Assim como outro livro que li do autor, Jantar Secreto, esse segue o mesmo padrão: há ação, há muita pressão psicológica, deixa um detalhezinho aqui e outro ali passar, mas o final é sempre uma surpresa, que tende um pouquinho para o fantasioso, exagerado, mas que ainda assim possível, com uma boa dose de sorte!



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2 comentários:

  1. Andréa!
    Já li outros livros do autor e gostei muito.
    Saber que ele trouxe trechos descritivos das mortes e sem poupar o leitor do lado macabro, me deixou com vontade de conferir essa leitura dele também.
    Acho que o escritor é bem ousado.
    “ Bendita seja a data que une a todo mundo numa conspiração de amor.” (Hamilton Wright Mabi)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA dezembro 3 livros + 2 Kits papelaria, 4 ganhadores, participem!

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  2. Aiiii quero ler pra ontem !!!!

    Nossa Deia ja disse aqui que nao gosto de Livros policial , de misterios que deixam as pessoas anciosas ,mas eu amei a resenha a história parece ser muito criativa e bem feita ,bem desenvolvida , e tb estou vendo por ai muita gente falando dos livros dele .
    Quando eu ler volto aqui para dizer o que achei ;-)
    Beijo

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