✓ Resenha: Entre as Estrelas - Katie Khan

terça-feira, 19 de dezembro de 2017




Sinopse: Um romance futurista surpreendente sobre o impacto do primeiro amor e como nossas escolhas podem mudar o destino de todos ao nosso redor. Perfeito para os fãs Um Dia e Gravidade.
Num futuro não muito distante, após a aniquilação dos Estados Unidos e do Oriente Médio, a Europa nada mais é que uma utopia na qual, a cada três anos, a população se muda para uma nova comunidade multicultural.
Em um desses paraísos, Max conhece Carys, e é amor à primeira vista. Ele logo percebe que Carys é a pessoa com quem deseja passar o resto da vida - uma decisão impossível nesse novo mundo.
Conforme o relacionamento dos dois se desenvolve, a conexão entre o tempo deles na Terra e o dilema atual no espaço vai sendo revelado. À deriva entre as estrelas, com apenas noventa minutos de oxigênio, eles concluem que só um deles tem a chance de sobreviver. Mas quem?

Título: Entre as Estrelas (Skoob)
Autor: Katie Khan
Gênero: Distopia
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 280
Onde comprar: Amazon / Submarino
Classificação: 9,9 (Excelente!)
Livro cedido em parceria com a editora. 




“− Você sabia – diz Carys para distraí-lo enquanto ele busca o vazamento – que existem mais estrelas no universo do que grãos de areia em todas as praias da Terra?
− Isso é assustador.
− Há quem diga que existe dez mil estrelas para cada grão de areia. Imagine quantas delas devem ser maiores do que o Sol.” (p. 26)

Com a ruína dos EUA e o resto do mundo em estado de calamidade, a Europia se estabeleceu como uma utopia, onde as pessoas escolhem morar e vivem em um sistema de rotação: nunca ficam por muito tempo na mesma cidade, não moram com os familiares e estão sob a Regra dos Casais: relacionamentos apenas são permitidos na idade considerada ideal para constituir uma família, aos 35 anos.

A história ocorre ao redor de Carys e Max, ambos estão no espaço sideral e possuem apenas 90 minutos de oxigênio. Impossibilitados de voltar para a aeronave, entre tentativas de contornar a situação, relembram como se conheceram e os acontecimentos que os levaram até aquele momento.

Carys é piloto e Max, além de chefe de cozinha, também trabalhou com Carys em uma agência espacial. Eles se conheceram enquanto moravam na mesma cidade e, apesar de não ser o correto, se apaixonaram. Contudo, há um enorme dilema sobre o casal: Max pertence à família fundadora da Europia e segue as tradições de forma sagrada, já Carys questiona o sistema e esteve fora da rotação até os 18 anos.

Apesar de temer o sentimento novo e inesperado, Max resolve fazer algo grande para mostrar à Carys seu amor, desafiando a estrutura da Europia, contudo o rumo de suas ações podem ser irreversíveis.

“− Pode até ser – responde Max −, e eu não gosto de ter que dizer isso, mas qualquer sistema que pode ser arruinado pelo fato de eu amar você já era bem frágil antes.” (p. 271)

Entre as Estrelas é um romance envolto em fantasia e distopia, com protagonistas jovens repletos de atitude e personalidade.

Os cenários englobam cidades da Europa e o espaço sideral, com detalhes tecnológicos que chamam a atenção, como os Rios de Mural nas paredes, que permitem ver e se comunicar com outras pessoas.

A existência da nova Europa - Europia - como uma sociedade perfeita é bem interessante, não apenas pelo contraste com o resto do mundo, mas por apresentar regras extremas, como a rotação, para garantir o melhor de cada pessoa sem influências emocionais. Segundo seus conceitos, as pessoas devem agir em seu próprio nome e nunca por outra pessoa, como familiares ou namorados(as), estimulando ao máximo seu potencial no âmbito profissional e em outras áreas, sem a influência emocional do amor.

“[...] A sociedade funciona melhor se todos derem o seu máximo. Então todos nós contribuímos para a utopia como indivíduos, até chegar a hora de começarmos a pensar em nos estabelecer e formar uma família.” (p. 34)

Gostei bastante da Carys, mesmo na sociedade em que vive ela se mostra capaz de estabelecer vínculos afetivos e questionar o porquê de precisarem se mudar sempre, mostrando que até mesmo o que consideram perfeito pode não ser a melhor opção para todos.

“− Acho que a luta faz parte da natureza humana, mesmo num mundo perfeito. Os homens das cavernas lutavam para encontrar comida e abrigo. Mais recentemente, a raça humana lutava em guerras. E quanto a nós? Ficamos deprimidos quando fazemos um comentário idiota no MenteColetiva. Já temos o suficiente, então não há nada pelo que lutar. Isso nos torna infelizes.” (p. 182)

Tanto Carys quanto Max não são mais adolescentes, mas aos 25 anos ainda não são considerados aptos para uma relação. Como A Regra dos Casais não considera adequado qualquer relacionamento antes dos 35, isso desperta uma maturidade na trama, ainda que tenha esse tom de young adult em alguns momentos, levantando o questionamento se realmente sentimentos afetam a vida adulta, como a profissão e o comprometimento social.

A narrativa de Katie Khan é envolvente e flui bem, ainda que tenha algumas descrições pouco confusas sobre os procedimentos realizados no espaço. A narrativa intercalando presente e futuro aguça a nossa curiosidade, pois saber tanto a história do casal quanto o motivo de eles estarem com o tempo de vida contado é nosso ávido objetivo. 


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2 comentários:

  1. Amanda!
    Gosto muito de livros de fantasia e distopia, onde um novo mundo é criado após algum evento apocaliptico e gostei ainda mais por ter romance, um romance futurista que parece permar todo enredo.
    Pena que a revisão pecou um pouco, né?
    Não conhecia o livro e gostaria de ler.
    Que a semana seja abençoada!
    “Desejo a você e à sua família um Natal de Luz! Abençoado e repleto de alegrias. Boas Festas!” (Priscilla Rodighiero)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA dezembro 3 livros + 2 Kits papelaria, 4 ganhadores, participem!

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