✓ Resenha: Último Turno - Stephen King

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017


Sinopse: Brady Hartsfield, o diabólico Assassino do Mercedes, está há cinco anos em estado vegetativo em uma clínica de traumatismo cerebral. Segundo os médicos, qualquer coisa perto de uma recuperação completa é improvável. Mas sob o olhar fixo e a imobilidade, Brady está acordado, e possui agora poderes capazes de criar o caos sem que sequer precise deixar a cama de hospital. O detetive aposentado Bill Hodges agora trabalha em uma agência de investigação com Holly Gibney, a mulher que desferiu o golpe em Brady. Quando os dois são chamados a uma cena de suicídio que tem ligação com o Massacre do Mercedes, logo se veem envolvidos no que pode ser seu caso mais perigoso até então. Brady está de volta e, desta vez, não planeja se vingar apenas de seus inimigos, mas atingir toda uma cidade.
Em Último turno, Stephen King leva a trilogia a uma conclusão sublime e aterrorizante, combinando a narrativa policial de Mr. Mercedes e Achados e perdidos com o suspense sobrenatural que é sua marca registrada.

Título: Último Turno
Autor: Stephen King
Série: Bill Hodges # 3
Gênero: Thriller
Editora: Suma de Letras
Páginas: 384
Onde comprar: 
Classificação: 
Livro cedido em parceria com a editora. 



Pode conter spoilers dos livros anteriores da série.
Livros anteriores: Mr. Mercedes e Achados e Perdidos.


Último Turno começa narrando o dia em que os paramédicos Jason e Rob foram chamados em um incidente com múltiplas vítimas no City Center, em 2009, refrescando nossa memória sobre o caso do Mr. Mercedes e também apresentando Martine Stover, uma das vítimas que, ao ser atropelada pelo Assassino do Mercedes, viria a ficar tetraplégica.

“[...] Em uma manhã enevoada de 2009, um maluco chamado Brady Hartsfield dirigiu um Mercedes-Benz para cima de uma multidão procurando emprego no City Center, no Centro. Ele matou oito pessoas e feriu quinze seriamente. Ao longo da investigação, os detetives K. William Hodges e Peter Huntley entrevistaram muitos dos que estavam presentes naquela manhã enevoada, inclusive os sobreviventes feridos. Martine Stover foi a mais difícil de conversar, e não só porque a boca desfigurava a tornava praticamente impossível de entender por todo mundo, exceto sua mãe. Stover ficou paralisada do peito para baixo.” (p. 24)

Passado sete anos, os danos causados pelo incidente continuam se alastrando: Martine e sua mãe Janice Ellerton são encontradas mortas: assassinato seguido de suicídio.

O que era para ser um caso de depressão, entretanto, intriga os detetives Bill Hodges, Pete Huntley e Holly Gibney (sócia da empresa de investigação Achados e Perdidos, junto com Hodges), ao apresentar sinais que não se encaixam.

Paralelamente, Brady Hartsfield, o Assassino do Mercedes, continua internado em estado vegetativo, apresentando leves sinais de evolução ou, segundo os boatos dos funcionários do hospital, alguns sinais de telecinesia.

Barbara Robinson, irmã de Jerome – que contribuiu no caso do Assassino do Mercedes, também apresenta atitudes estranhas e pensamentos depressivos – apesar de sempre ter sido uma garota feliz – o que a faz colocar em risco sua própria vida.

O que tudo isso tem em comum? Um aparelho eletrônico de jogos, já ultrapasso, chamado Zappit. Janice possuía um em sua casa, Brady, no hospital, se distrai ao observar os jogos – mesmo que em estado vegetativo – e Barbara, quando sofreu o acidente, acompanhava quase que hipnotizada um jogo chamado Pescaria, onde peixes coloridos nadam pela tela, junto à uma música: Vou nadar, pelo mar, pelo tão lindo mar. E, ah, seremos tão felizes juntos.

O que significava uma cena de incontestável suicídio, passa a ter muitos pontos sem explicação, levando Hodges e Holly a uma minuciosa investigação por conta própria, envolvendo um misterioso homem que distribuiu Zappits de graça, uma onda de tentativas de suicídio por adolescentes e a dúvida crescente se Brady teria algo a ver com toda essa confusão.

“Ele sabia pelas leituras que fez na sala de controle do porão que vários aparelhos eletrônicos e jogos eram capazes de desencadear convulsões ou estados hipnóticos leves em pessoas perfeitamente normais [...]” (p. 159)

O último livro da séria Bill Hodges é lotado de suspense. Não sabemos praticamente nada sobre o que está acontecendo, envolve tecnologia, telecinesia, suicídios, droga experimental, assassinatos, e um peculiar joguinho chamado Pescaria, com certos poderes hipnóticos e peixes mal intencionados. A trama passa longe de ser previsível e une o paranormal com a racionalidade humana.

Contamos com o querido detetive Hodges para solucionar esse mistério, que é extremamente persistente e não deixa passar um ponto sem explicação. Holly, considerando sua personalidade extremamente fechada, apresenta uma evolução incrível ao longos dos livros, fazendo um excelente trabalho como braço direito de Bill. 

Brady, por sua vez, nos mostra que sua maldade consegue transpor até mesmo as barreiras do real, espalhando o caos e a morte apesar do estado físico em que se encontra.

Com certeza Último Turno é um ótimo encerramento para a série. Com capa impecável, revisão e diagramação sem deixar nada a desejar, a trama é lotada de suspense e parar de ler é quase impossível. Até mesmo tão difícil quanto deixar de olhar a tela de apresentação do jogo Pescaria, em que peixes coloridos nadam de um lado para o outro, fazendo você repentinamente se esquecer de todo o resto do mundo...



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8 comentários:

  1. Olá,que resenha fascinante meu Deus! Esse livro deve ser muito bom, aterrorizante mas bom, ouço maravilhas de Stephen King e morro de medo de ler kkk Mas imagina um assassino em estado vegetativo causando estrago ainda! Apesar do medo prometo tentar ler porque adoro temas de serial killers, bjs

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  2. Nunca li nada do King e tenho até vergonha de falar isso. Li sua resenha e descobri que estou perdendo tempo por não ler e esse livro do assassino em estado vegetativo e mesmo assim tocando o terror me deixou muito curiosa pra saber quem é que executa as ordens dele e se ele tem ajuda ou se de fato acontece tudo sozinho. Espero conseguir ler muito em breve!

    beijinhos!

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  3. Oi!
    Não poderia esperar outra nota para um livro do Sr. King! haha
    Apesar de eu não ser tão fã desse gênero, sei enxergar um gênio quando vejo um hehe

    Beijos

    www.ooutroladodaraposa.com.br

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  4. Ok, depois de o livro ser um 10 total fiquei até com medo de comentar por aqui hahahaha
    É que eu tenho um certo medo do King... ele consegue fazer coisas simples serem totalmente aterrorizantes, então nunca dou muita atenção para os títulos lançados já que eu fujo totalmente do terror...rs
    Mas, me parece que aqui o suspense é maior, e a falta de previsibilidade me deixa curiosa e pensando se não deveria arriscar a ler a trilogia, ainda mais por terminar tão bem assim...
    Não sei... acho que preciso sair um pouco da minha zona de conforto... quem sabe encontro uma leitura incrível, não é?
    Beijinhos,
    Lica

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  5. oiee
    esse é mais um dos livros do king que eu quero muito ler, quero toda a trilogia na verdade e pelo que á pra perceber da resenha essa é uma leitura incrível, né?
    Beijos

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  6. Eu ainda não li nenhum dos livros do King apesar de querer muito ler,sempre acabo adiando, esse entra para a lista que pretendo ler algum dia.
    Adorei a resenha, mas a capa do livro eu não gostei

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  7. Oi, tudo bem?
    Nunca li nada do King, mas tenho muita vontade!
    Adorei que a série tenha sido encerrada tão bem, e tudo que ela trás, o suspense, os outros elementos também!
    Assim que puder ($$) lerei!
    Bjs

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  8. Oi Amanda, fiquei fascinada com a resenha desse livro, adoro Stephen king, suas histórias são surpreendentes. Essa série Bill Hodges ainda não conhecia, mas entrou na lista depois da sua resenha. Bjkas

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