Resenha: Origem - Dan Brown

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Sinopse: De onde viemos? Para onde vamos?
Robert Langdon, o famoso professor de Simbologia de Harvard, chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta que promete "mudar para sempre o papel da ciência".
O anfitrião da noite é o futurólogo bilionário Edmond Kirsch, de 40 anos, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento... algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.
Os convidados ficam hipnotizados pela apresentação, mas Langdon logo percebe que ela será muito mais controversa do que poderia imaginar. De repente, a noite meticulosamente orquestrada se transforma em um caos, e a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.
Diante de uma ameaça iminente, Langdon tenta uma fuga desesperada de Bilbao ao lado de Ambra Vidal, a elegante diretora do museu que trabalhou na montagem do evento. Juntos seguem para Barcelona à procura de uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.
Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.
Numa jornada marcada por obras de arte moderna e símbolos enigmáticos, os dois encontram pistas que vão deixá-los cara a cara com a chocante revelação de Kirsch... e com a verdade espantosa que ignoramos durante tanto tempo.

Título: Origem (Skoob)
Autor: Dan Brown
Série: Robert Langdon #5
Gênero: Ficção/Suspense
Editora: Arqueiro
Páginas: 432
Onde comprar: Amazon / Submarino
Classificação: 9,7 (Excelente!)
Livro cedido pela editora.




Edmond Kirsch, famoso por desenvolver tecnologias revolucionárias e prever o futuro, se reúne na biblioteca de Montserrat com o importante bispo Valdespino, o rabino Köves e o erudito muçulmano Syed al-Fadl para revelar uma descoberta científica.

“Hoje em dia Edmond Kirsch era um pensador independente, de fama mundial: cientista de computadores, futurólogo, inventor e empreendedor bilionário. [...] E as previsões acuradas sobre futuros progressos científicos haviam criado uma aura mística ao seu redor.” (p. 19)

Pouco tempo depois, faz o mesmo no Museu Guggenheim de Bilbao - conhecido por sua arquitetura futurista - desta vez com pessoas importantes da sociedade, além de seu antigo professor de Harvard, Robert Langdon. O evento é VIP, porém, ao mesmo tempo, conta com transmissão ao vivo para milhares de pessoas pela internet.

O motivo do evento seria o de revelar os dois maiores enigmas humanos: de onde viemos e para onde vamos. Porém, tal revelação pode instaurar o caos no mundo e na religião, fazendo com que certas pessoas tentem deter Kirsch a todo custo, envolvendo até mesmo o Príncipe e a Guardia Real.

“── Assim, do meu jeito direto, comecei a conversa dizendo a verdade: que eu sempre havia considerado a religião uma forma de ilusão das massas e que, como cientista, achava difícil de aceitar que bilhões de pessoas inteligentes contassem com suas respectivas crenças religiosas para ser consoladas e orientadas.” (p. 57)

A trama se torna uma corrida contra o tempo, seja de quem está tentando divulgar a descoberta de Kirsch, quanto de quem está tentando ocultá-la a qualquer custo, o que deixa nós, leitores, frenéticos pelo desenrolar da história e tão curiosos quanto os personagens do livro.

Uma das teorias de Edmond é que o ser humano está sempre tentando ordenar o caos, até mesmo na hora de sanar dúvidas sobre a nossa origem e existência, ou seja, em sua opinião, todas as religiões tentam explicar o motivo de estarmos aqui para trazer conforto e manter a ordem. Religião à parte, achei essa teoria do caos bem interessante, afinal, não é isso que estamos sempre tentando fazer?

“[...] Se pudéssemos olhar a mente humana e ler seu sistema operacional, encontraríamos algo assim:
DESPREZAR O CAOS.
CRIAR ORDEM.” (p. 84)

A narrativa é bem detalhista, com cenários reais, como a Abadia de Montserrat, o Centro de Supercomputação de Barcelona, o Museu Guggenheim de Bilbao e a Casa Milà, além das muitas obras de arte. Há ainda a presença de Winston, uma criação de Kirsch, demonstrando uma inteligência artificial super avançada. Outros personagens importantes da obra, além do ilustre Edmond, são Robert Langdon, professor universitário, e Ambra Vidal, diretora do museu.

“── No passado, os gregos precisavam olhar séculos atrás para estudar a cultura antiga, mas nós só precisamos voltar no tempo uma única geração para nos darmos conta de que as pessoas viviam sem as tecnologias que hoje consideramos comuns. A linha do tempo do desenvolvimento humano está se comprimindo, o espaço que separa o “antigo” do “moderno” vai se encolhendo até desaparecer. E por esse motivo eu lhes dou minha palavra de que os próximos anos de desenvolvimento humano serão chocantes, perturbadores e totalmente inimagináveis!” (p. 96)

A obra apresenta um tema marcante, com enredo inteligente, bem construído e extremamente interessante, misturando religião, ciência, tecnologia e suspense em um livro completo que fará o leitor refletir mesmo após o término da leitura.

“O que antes eram momentos calmos de reflexão solitária – alguns minutos sozinho num ônibus, caminhando para o trabalho ou esperando a hora de um compromisso – agora pareciam insuportáveis, e as pessoas impulsivamente pegavam os telefones, os fones de ouvido e os jogos, incapazes de lutar contra a atração viciante da tecnologia. Os milagres do passado estavam se esvaindo, substituídos por uma fome incessante de tudo que fosse novo.” (p. 134)

A obra foi uma leitura diferente das quais estou acostumada, por isso senti alguns trechos meio cansativos, apesar de considerar a narrativa de Dan Brown fluida, porém, o tema da obra e forma como é construída é extremamente brilhante, unindo ciência com religião e questionando os dois maiores enigmas da humanidade. A capa traz um ar de mistério que combina perfeitamente com o livro. Revisão e diagramação também estão impecáveis.

“Mais importante, este museu deve celebrar a outra lição que a história que nos ensinou: que a tirania e a opressão não são páreo para a compaixão... que os gritos fanáticos dos valentões do mundo são invariavelmente silenciados pelas vozes unificadas da decência que se erguem para enfrenta-los. São essas vozes, esses coros da empatia, da tolerância e da compaixão, que eu rezo para que um dia sejam cantados nesta montanha.” (p. 400)

Esse é o quinto livro com o protagonista Robert Langdon, apesar de muito famosa, eu nunca havia lido nenhum livro dessa série, mas o fiz aqui sem nenhuma interferência das obras anteriores.



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Um comentário:

  1. Amanda!
    Já sou bem fã do Robert Langdon e claro do Dan Brown, porque gosto muito das questões que levanta em seus livros, principalmente sobre religião e como elabora todo enredo voltado para a utilização dos conhecimentos de Langdon. E agora tudo se passa na Espanha, já fiquei empolgada.
    Desejo um final de semana esplendoroso e um mês mais que abençoado!!
    “Acredite em si próprio e chegará um dia em que os outros não terão outra escolha senão acreditar com você.” (Cynthia Kersey)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA FEVEREIRO: 3 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!

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