✓ Resenha: A Desconhecida - Mary Kubica

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017



Sinopse: Mais um instigante thriller psicológico da mesma autora de A Garota Perfeita, best-seller do The New York Times Todos os dias, a humanitária Heidi pega o trem suspenso de Chicago e se dirige ao trabalho, uma ONG que atende refugiados e pessoas com dificuldades. Em uma dessas viagens diárias ela se compadece de uma adolescente, que vive zanzando pelas estações com um bebê. É fato que as duas vivem nas ruas e estão sofrendo com a fome, a umidade e o frio intenso que castigam Chicago. Num ímpeto, Heidi resolve acolher Willow, a garota, e Ruby, a criança, em sua casa, provocando incômodo em seu marido e sua filha pré-adolescente. Arredia e taciturna, Willow não se abre e parece esconder algo sério ou estar fugindo de alguém. Mas Heidi segue alheia ao perigo de abrigar uma total estranha em casa. Porém Chris, seu marido, e Zoe, sua filha, têm plena convicção de que Willow é um foco de problemas e se mantêm alertas. Em um crescente de tensão, capítulo após capítulo a verdade é revelada e o leitor irá descobrir quem tem razão.

Título: A Desconhecida (Skoob)
Autor: Mary Kubica
Gênero: Thriller Psicológico / Suspense
Editora: Planeta
Páginas: 352
Onde comprar: Amazon / Submarino
Classificação: 9,9 (Excelente!)
Livro cedido pela editora.




A Desconhecida é puro suspense, daqueles que você não quer largar de jeito nenhum. A narrativa de Mary Kubica é muito fluida e envolvente, transportando o leitor para dentro da trama e fazendo-o se colocar no lugar de cada personagem, já que a narrativa ocorre tanto pelos olhos da Heidi, quanto pelos de Chris e Willow.

Heidi utiliza a estação de trem de Chicago todos os dias para ir até seu trabalho. Certo dia, se depara com uma garota adolescente, aparentando não ter mais de dezesseis anos, na chuva e no frio intenso, segurando uma bebê no colo e aparentemente sem ter para onde ir.

Heidi comanda uma empresa sem fins lucrativos que ajuda refugiados e pessoas carentes. Ela sempre possuiu esse dom para ajudar os necessitados e, após ver novamente a triste cena na estação de trem, decide se aproximar da garota. Com certa relutância, a desconhecida aceita o convite de Heidi, que a leva para a sua casa, disposta a alimentar e acolher mãe e filha até que encontre um local seguro para encaminhá-las.

“Toda criatura negligenciada, maltratada, esquecida, ignorada, abandonada, emaciada, abusada, nesta Terra de Deus, era problema de Heidi.” (p. 87)

Willow, a desconhecida, é misteriosa e fechada, não fala sobre sua vida e raramente esboça um sorriso. Em contrapartida, sua bebê Ruby é meiga e sorridente e Heidi fica a cada dia mais encantada por ela, que inclusive, lembra de sua querida Juliet, que precisou ser abortada durante a gravidez.

Ela é casada com Chris, especialista em fusões e aquisições de empresas, e viaja constantemente à negócios. Possuem uma filha de 12 anos, Zoe, uma típica adolescente mal humorada.
A Heidi desperta várias sensações no leitor. Ela é uma mulher muito boa, disposta a ajudar os outros de qualquer forma, colocando-os acima de tudo, o que incomoda de certa forma seu marido, não pelo fato de ela possuir uma empatia e compaixão enorme, mas sim por arriscar sua própria família em prol de completos estranhos.

Um ponto importante é a mudança que ocorre em Heidi após a chegada da mulher desconhecida e de seu bebê. Todos os sentimentos até então deixados de lado retornam com tudo, fazendo-a querer cuidar desesperadamente daquele bebê, como se fosse sua própria filha.

Chris não confia na estranha e passa a viver inquieto. Viaja constantemente a trabalho e a ideia de deixar Heidi e Zoe com a garota não o agrada nem um pouco. Ainda mais quando tem certeza de que ela está mentindo a idade e sabe-se o que mais possa estar escondendo também. Ele se pergunta até quando essa situação irá se arrastar, pois Heidi parece se apegar cada vez mais à criança, e sua preocupação por hospedar alguém que não conhece só aumenta.

“Ela era calma de tal modo que achei que ela sempre seria assim, mas isso foi muito antes de Zoe e do câncer e do peso quase insuportável da realidade. Eu penso naquele peso, em como ele a enfraquece. Eu penso em Heidi, importando-se mais com o resto do mundo e com as necessidades insaciáveis de todas as outras pessoas que com a sua própria família.” (p. 273)

Willow, por sua vez, tem a sua chance de nos contar sua história, intercalada com as narrativas de Heidi e Chris. Uma história chocante, repleta de coisas que ela desejaria nunca ter vivido. Marcada por dor, violência e reclusão, a garota faz de A Desconhecida um suspense criativo, não previsível e profundo.

A capa é simples, mas bonita, e a revisão está impecável. A trama, ambientada em Chicago, conta com personagens muito bem construídos, narrativas intercaladas que nos permite conhecer a opinião de cada personagem, além de uma história envolvente, com um suspense crescente e viciante.



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Um comentário:

  1. Amanda!
    Gosto demais de thrillers psicológicos, porque ficamos totalmente ligados e não queremos desgrudar do livro.
    E ver que as personagens tem defeitos e virtudes, torna a leitura mais crível e aproxima do leitor, porque é mais fácil nos identificarmos.
    Gostaria demais poder ler.
    “Celebrar o Natal é crer na força do amor, é isto que transforma o homem e o mundo. Feliz Natal!” (Desconhecido)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA dezembro 3 livros + 2 Kits papelaria, 4 ganhadores, participem!

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