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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

✓ Resenha: Cinder - Marissa Meyer




Sinopse: Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica.
Primeiro volume da série Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.
Cinder tem 16 anos e é uma ciborgue – meio humana, meio robô – além de ser a melhor mecânica de Nova Pequim. Ela possui uma oficina no mercado da cidade, contudo, tudo o que ganha vai para sua guardiã legal, Adri, com quem mantém um relacionamento complicado.

Título: Cinder (Skoob)
Autor: Marissa Meyer
Série: Crônicas Lunares #1
Gênero: Fantasia
Editora: Rocco
Páginas: 448
Onde comprar: Amazon / Submarino
Classificação: 10 (Excelente!)
Livro cedido em parceria com a editora. 




Certo dia, duas situações mudam totalmente a rotina de Cinder: primeiro, o príncipe Kai em pessoa a procura para consertar seu androide; Segundo, uma pessoa do mercado apresenta sinais de contaminação com letumose, também conhecida como peste, doença contagiosa responsável por inúmeras mortes.

“Letumose. A febre azul. Pandemia mundial. Centenas de milhares de mortos. Causa desconhecida. Cura desconhecida.” (p. 59)

Apesar de Cinder nunca ter morrido de amores pelo príncipe, como todas as outras garotas da cidade, ela admite que sua companhia é agradável. O Baile se aproxima e todas as meninas morreriam para dançar com Kai, porém, Cinder não iria mesmo se Adri deixasse. Ou pelo menos é o que ela diz. 

Quando sua meia-irmã Peony apresenta sinais da peste, sua madrasta a inscreve como voluntária em um programa de recrutamento de ciborgues para testar antídotos contra a doença. Mesmo contra seu gosto, Cinder se vê forçada a colaborar incrédula com a crueldade da madrasta.

“O recrutamento de ciborgues fora iniciado por um grupo de pesquisadores da realeza havia um ano. [...] O sistema fora inventado para ser um tipo de honra, a troca da vida pelo bem da humanidade, mas era apenas um lembrete de que ciborgues não eram como os outros. Muitos deles tinham recebido uma segunda chance na vida pelas mãos generosas de cientistas e, portanto, deviam sua existência a quem os criara. Tiveram sorte por ter vivido todo aquele tempo, eles pensavam. Era justo que fossem os primeiros a abrir mão de suas vidas em busca da cura.” (p. 36)

Em meio à tantos conflitos, ainda há a ameaça de guerra pela Rainha Levana, rainha dos Lunares, e a súbita aproximação de Cinder com o príncipe. Após passar por inúmeros testes como cobaia, consertar o valioso androide de Kai e assistir à chegada de Levana, a garota ciborgue começa a descobrir coisas sobre si mesmas e o futuro da Terra, tão inimagináveis quanto a possibilidade de uma ciborgue ir ao baile com o príncipe.

“Mas se havia uma coisa que ela aprendera ao longo dos anos como mecânica era que certas manchas nunca saíam.” (p. 345)

Cinder é uma releitura bem diferente e interessante da história da Cinderela. Apesar de possuir um lado robô e sofrer muito preconceito, principalmente por parte de sua família adotiva, Cinder é uma personagem incrível, talentosa, forte e corajosa. Ela está disposta a se arriscar por causas maiores, a passar vergonha e a não dar a mínima para a aparência, ignorando os comentários maldosos e os olhares indiscretos. A garota é mais humana que muitas pessoas que não possuem metal em seus corpos, nutrindo por sua meia-irmã um afeto bem diferente de sua madrasta, além do desejo de ajudar o príncipe a salvar a Terra das garras da Levana, mesmo que isso coloque sua própria vida em risco.

Há na obra vários aspectos da história original, como uma madrasta malvada, um príncipe encantado e a impossibilidade de ir ao baile. Porém, Cinder apresenta uma trama que vai muito além do romance: a existência dos ciborgues e dos habitantes da Lua, a guerra dos Lunares com a Terra, o misterioso passado de Cinder, o sofrimento do príncipe ao tentar buscar a paz, e uma doença contagiosa que assola a humanidade. Assim como há também uma crítica aos padrões impostos, e sugere essa reflexão no leitor.

“A curiosidade dela permanecia no fundo de seus pensamentos, mas não tão forte quanto sua determinação para fugir. Alguns mistérios permaneceriam sem solução.” (p. 330)

A narrativa de Marissa Meyer é envolvente e fluida, explorando os cenários da cidade, desde o palácio ao ferro-velho. Os personagens são marcantes, principalmente Cinder, mesclando fantasia com romance, autoconhecimento, guerra, e uma protagonista incrível, totalmente fora dos padrões (o que, a torna melhor ainda!).



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2 comentários:

  1. Amanda!
    Lacrou, hein?
    Vários fatores me deixam curiosa por fazer essa leitura.
    Primeiro porque adoro releitura dos contos de fadas e essa parece uma daquelas bem modificadas e interessantes.
    Depois porque gosto muito de ficção fantasia e ver que a protagonista é uma ciborg que se envolverá com um humano e ainda mais em país asiático, é simplesmente genial.
    Um final de semana abençoado!
    “Desejo a você e à sua família um Natal de Luz! Abençoado e repleto de alegrias. Boas Festas!” (Priscilla Rodighiero)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA dezembro 3 livros + 2 Kits papelaria, 4 ganhadores, participem!

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  2. Haaa já li esse livro e amei tb , comecei a leitura meio "assim " ,mas adorei a releitura de cinderela de uma forma tão inovadora . Ainda não li os outros livros da serie ,mas pretendo , e voce Amanda quer ler os outros ?
    Gostei bastante da resenha , da uma boa noção da história sem extragar as surpresas ;-)

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