✓ Resenha: Big Rock - Lauren Blakely

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Sinopse: A maioria dos homens não entendem as mulheres
Spencer Holiday sabe disso. E ele também sabe do que as mulheres gostam.
E não pense você que se trata só de mais um playboy conquistador. Tá, ok, ele é um playboy conquistador, mas ele não sacaneia as mulheres, apenas dá aquilo que elas querem, sem mentiras, sem criar falsas expectativas. “A vida é assim, sempre como uma troca, certo?”
Quer dizer, a vida ERA assim.
Agora que seu pai está envolvido na venda multimilionária dos negócios da família, ele tem de mudar. Spencer precisa largar sua vida de playboy e mulherengo e parecer um empresário de sucesso, recatado, de boa família, sem um passado – ou um presente - comprometedor... pelo menos durante esse processo.
Tentando agradar o futuro comprador da rede de joalherias da família, o antiquado sr. Offerman, ele fala demais e acaba se envolvendo numa confusão. E agora a sua sócia terá que fingir ser sua noiva, até que esse contrato seja assinado. O problema é que ele nunca olhou para Charlotte dessa maneira – e talvez por isso eles sejam os melhores amigos e sócios. Nunca tinha olhado... até agora.

Título: Big Rock (Skoob)
Autor: Lauren Blakely
Série: #1
Gênero: Romance Erótico
Editora: Faro
Páginas: 224
Onde comprar: Amazon / Submarino
Classificação: 8,6 (Ótimo)
Livro cedido em parceria com a editora.





Big Rock tem uma pegada diferente de noventa porcento dos livros nesse estilo, estilo de romance que foca no relacionamento do casal, e que se você curte, com certeza poderá gostar!

Spencer Holiday é nosso protagonista e narrador da história. Um playboy bom de papo, e aparentemente muito bom de cama também, já que passa bons trechos do livro ressaltando o quão grande seu "instrumento" é, e como ele realmente sabe usá-lo em beneficio próprio e também satisfatório a suas amantes.
Apesar do esteriótipo bem canalha de Spencer, ele é um bom rapaz, bem respeitoso e consciente, do tipo realmente encantador.

"Você não vai querer um diamante minúsculo no dedo se puder ter um de três quilates. Não vai querer uma nota de um dólar se puder ter uma de cem. E nem vai querer cavalgar pelos campos sobre um pônei se puder escolher o maior e mais garboso de todos os garanhões.
Por quê? Porque os grandes são os melhores."

A trama toda está envolta sobre a joalheria milionária da família, negócio que nem Spencer e nem a irmã pretendem herdar e comandar, forçando assim o velho pai a vender a empresa, em uma negociação milionária. Como toda negociação desse porte, a apresentação e o caráter de ambas as partes são fundamentais, então Spencer precisa, por hora, passar a impressão de alguém mais centrado, e não um playboy solteiro dono de um badalado bar. O conveniente seria ter uma noiva para o acompanhar nos jantares de negócio, junto de sua família. Pois é, Spencer falou demais e acabou se comprometendo, uma noiva de mentirinha agora não é mais propício, é fundamental.

Charllote é sócia de Spencer no bar. São amigos desde a faculdade, muito amigos mesmo, e nunca rolou nenhum clima entre os dois. A pessoa ideal para um favor desses. Alguém que aliás precisa fazer o ex chato sair de seu pé de alguma forma.

Eis o clichê da trama: melhores amigos se apaixonam sem querer.
Sete dias para simular beijos e afagos convincentes aos interessados, mas sem se entregarem aos desejos da carne. Sem estragar a amizade, sem se arrepender.

Esse livro tem essa coisa gostosa e calma de relacionamento entre velhos amigos, nada é explosivo demais, mais os sentimentos são dúbios, confusos, e despertam no leitor aquela ternura e desejo de ver seus personagens percebendo enfim que a amizade pode sempre evoluir.

Narrado através da voz do protagonista homem como já disse aqui, a autora usou de muito senso de humor nesse personagem de ego extremamente inflado, mas que de uma forma bem conduzida não se tornou chato e nem egocêntrico. Hilário e apaixonante esse "cafajeste" nada machista proporciona uma agradável surpresa, assim como Charllote com sua personalidade bem comedida entre força e romantismo.
Mas é aí também que mora o perigo. Como sempre digo, é muito complicado para uma autora entrar num personagem masculino e conduzi-lo sem deixar-lo cair num excesso de expressões femininas ou idealizações. Um homem de cabeça aberta para o mundo feminino, apesar de raro, é concebível, e entre outras experiências que tive, aqui a autora não foi cem por cento na minha opinião, mas conseguiu aproximar-se bem de uma voz masculina (Spancer lembrou muito meu esposo em alguns momentos e atitudes kkk).

Livro leve, divertido e quente, ótimo para quem gosta, ideal para quem quer rir e sentir um calorzinho no coração num dia qualquer de descanço.

"Meu coração está falando uma língua que eu não compreendo, enquanto tenta me arrastar para Charlotte.
Era só o que faltava. Agora em vez de lutar contra um órgão todo santo dia, vou ter de lutar contra dois."


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2 comentários:

  1. Tenho muita curiosidade em relação a este livro, está na minha wishlist! =)

    MRS. MARGOT

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  2. ANDREA!
    Desde que vi essa capa pela primeira vez, fiquei encantada e com o maior desejo de ler, porque sabia, tinha certeza que seria um daqueles romances bem hots, do jeito que gosto e agora lendo sua resenha e sabendo que além de erótico é uma tremenda comédia romântica, quero acompanhar os passos de Spencer e Charlotte.
    Desejo uma ótima semana de luz e paz!!
    “É prova de inteligência saber ocultar a nossa inteligência.” (François La Rochefoucauld)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA novembro 3 livros, 3 ganhadores, participem!

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