✓ Resenha: Terceira Voz - Cilla & Rolf Björlind

segunda-feira, 29 de maio de 2017




Sinopse: Um funcionário da alfândega em Estocolmo é encontrado enforcado na sala de sua casa; uma ex-artista de circo cega, que fazia filmes pornô para sobreviver, é brutalmente assassinada em Marselha, na França. Duas mortes aparentemente desconexas unem os ex-policiais Olivia Rönning e Tom Stilton novamente em Terceira voz, segundo romance da dupla sueca Cilla e Rolf Björlind. Depois de Maré viva, em que apresentam os dois protagonistas numa trama repleta de violência e mistério, o casal de escritores e roteiristas põe os carismáticos Tom e Olivia novamente no centro de uma investigação de desdobramentos surpreendentes que faz jus ao sucesso e popularidade alcançados pela dupla no prestigiado segmento da literatura policial escandinava.


Título: Terceira Voz (Skoob)
Autor: Cilla & Rolf Björlind
Série: Olivia Rönning & Tom Stilton
Gênero: Thriller
Editora: Rocco
Páginas: 464
Onde comprar: Amazon / Saraiva
Classificação: 9,2 (Ótimo)
Livro cedido em parceria com a editora. 




Olivia Rönning frequentou a academia de polícia mas não tem certeza se quer seguir a carreira de policial. Nitidamente passando por uma crise existencial, ela decide dar um tempo e viajar para onde seus pais biológicos moravam: México e Costa Rica. É quando decide mudar seu sobrenome e adotar o de seus pais biológicos: Rivera. Olivia mora atualmente com sua mãe adotiva, na Suécia.

No início da narrativa nos deparamos com a tragédia de Sandra Sahlmann, uma garota de 17 anos que encontra o pai enforcado quando volta para casa. Coincidentemente, sua casa é próxima à casa de Maria – mãe de Olivia – e é a futura policial, recém chegada da viagem, quem ampara e acolhe a garota no pior momento da sua vida.

Bengt Sahlmann, pai de Sandra, conduzia um importante inquérito sobre uma grande apreensão de drogas, fato que levou os detetives a investigarem o inesperado suicídio.

Conhecemos também Abbas, amigo de Tom Stilton (ex-policial responsável por o garoto, um ex-detento, ter seguido um bom rumo em sua vida), que, ao ler uma notícia trágica no jornal, viaja para Marselha, sua antiga cidade. Trata-se de algo referente ao seu passado e, embora não agrade Stilton, ele acompanha o garoto na viagem.

Descobrimos um pouco do passado de Abbas, época em que trabalhava como atirador de facas em um circo, e conhecemos também Samira, uma bela garota cega que trabalhou com ele.

Enquanto Stilton e Abbas desvendam os mistérios de uma tragédia ocorrida em Marselha, Olivia, junto à policial Mette Olsätter, passam a investigar a estranha morte de Bengt. Olivia, ao conduzir sua própria investigação, acaba descobrindo as terríveis condições de um lar para idosos que o poderoso capitalista de rico Jean Borell comandava.

“Olivia sentiu novamente aquela ardência no estômago ao pensar em como a vida de repente podia virar de pernas para o ar, ir da segurança do cotidiano ao choque e à tristeza.” (p. 27)

Várias histórias vão se mesclando ao longo da narrativa e conhecemos a fundo os personagens e seus dramas particulares. Stilton, antigamente policial e posteriormente morador de rua, está disposto a encontrar a pessoa que foi responsável por sua ruína; Olivia, em evidente crise existencial, passa a investigar o caso com o pretexto de ajudar a pobre Sandra, porém pulsa em suas veias o espírito de detetive, embora ela afirme que não seguirá a carreira de policial para estudar história da arte.

Junto ao crime em Estocolmo e o crime em Marselha, também surgem vários personagens que prometem complicar ainda mais os misteriosos acontecimentos: temos o jornalista Alex; Gabriella, a moça que trabalhava com Bengt; o sacerdote da igreja; Luna, a proprietária do barco onde Stilton aluga uma cabine...

A narrativa é envolvente e instiga o leitor a querer descobrir os mistérios que vão crescendo como uma bola de neve. Passamos a nos perguntar se os fatos poderiam se relacionar entre si ou o que tal pessoa pode ter a ver com a situação. É uma trama bem elaborada, onde a atenção aos fatos e aos personagens é essencial. Contudo, alguns capítulos são menos emocionantes que outros, quebrando um pouco o ritmo da leitura.

Olivia tem uma personalidade cativante, mesmo quando age de forma impulsiva. Ela é naturalmente astuta e inclinada para as investigações, alguém que não tem medo de quase nada, seja fazer perguntas ou invadir uma casa. Ela é super determinada e também empática, pois vê a si mesma em Sandra – uma órfã que precisa de ajuda.

Stilton também é um personagem marcante, mesmo que não saibamos tanto da sua vida ao longo da história. Também é da opinião de investigar por conta própria, mesmo que se meta em apuros, o que, de fato, não o incomoda.

O livro traz um desenrolar inesperado, com muita criatividade e investigação. Temos personagem tão complexos que não conseguimos conhecer todas as suas histórias. Os cenários mesclam Estocolmo e Marselha e a cereja do bolo é saber que algumas coisas não são meras coincidências...

Não gostei muito da capa, confesso que um livro tão bom poderia ter uma capa mais chamativa, embora seja bem adequada à história, acho que faltou algo a mais. A revisão e a diagramação estão ótimas. A trama é cheia de suspense e agrada em cheio os fãs de thrillers policiais!
PS: Esse é o segundo livro da série, que como costume no gênero, usa os mesmos detetives/policiais em casos distintos. Eu não li o primeiro livro mas pude compreender esse totalmente.



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