✓ Resenha: A Tempestade - Manuela Titoto

sábado, 11 de fevereiro de 2017



Numa das costumeiras pescarias com o seu pai, no reservatório Bellamy, a jovem Margot é raptada. Ela acorda, mas ainda se vê dentro de um pesadelo que invoca os medos mais primitivos e viscerais do ser humano: está aprisionada dentro de um caixão fechado. O serial killer que agia dessa maneira já era bem conhecido nos jornais norte-americanos como Irony Joe, e Margot parece ser a sua mais nova vítima.
Após sua fuga, Margot e seu pai começam a receber e-mails ameaçadores. Por segurança, ela tem que deixar o país. Na cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Margot passa a morar com a mãe. A partir de então, a jovem precisa lidar com uma nova vida, que significa ter outro nome e um colégio bem diferente do que estava acostumada.
O único problema é que o passado de Margot parece não querer se distanciar tanto assim do seu futuro.

Título: A Tempestade
Autor: Manuela Titoto
Gênero: Suspense / Young Adult
Editora: Novo Conceito
Páginas: 258
Onde comprar: Amazon
Classificação: 8,8 (Ótimo) - inclui parte editorial
Livro cedido em parceria com a editora. 




Thriller adolescente, existe?
Bom, eu definiria assim essa obra!

A Tempestade nós trás a história de Margot, filha de Sara, brasileira, e Richard, americano. Ela nasceu e vive em Boston com o pai, que a um bom tempo já está divorciado de sua mãe.

Em uma calma tarde de pescaria com o pai, Margot caminha sozinha pela floresta proxima ao lago, onde alugam normalmente um chalé para esse evento. Em questão de poucos minutos ela nota que alguém a segue, sente uma pancada e desmaia. Após muita dificuldade para situar-se, descobre que está presa em um caixão, mas que aparentemente não foi enterrado, nota a claridade entrando pelas frestas de madeira. Aproveitando o momento oportuno, luta contra as tabuas e corre em direção a liberdade. Ela seria a primeira vítima de Irony Joe, um serial killer em atividade, a escapar com vida.

Mas será que Irony Joe realmente falharia de forma tão amadora?

Após receber ameaças por e-mail, seu pai decide mandar Margot para passar algum tempo no Brasil com a mãe, enquanto o FBI trabalha para capturar o psicopata, e assim também aliviando a pressão psicológica que a mídia impõe a filha.

Quando a protagonista chega no Brasil, (ela fala português muito bem já que foi educada nos dois idiomas) é matriculada na escola mais cara de sua cidade, Ribeirão Preto, e passa a conviver com os jovens da alta classe, já que seu padastro mantém um alto nível social.

Aos 16 anos, Margot tenta levar uma vida normal, como qualquer adolescente, apaixonando-se por um garoto misterioso, fazendo amizade com facilidade, e claro, alimentando algumas inimizades, ainda que não seja sua intenção. Além do traumático rapto, Margot ainda precisa lidar com a reaproximação da mãe, que vem se esforçando para reatar laços, já que a abandonou, voltando para o Brasil quando ela era apenas uma criança.

É nesse momento que a trama toma uma rumo mais adolescente, tratando do dia-a-dia no colégio, com amigos e festas. Porém Margot passou por algo muito traumático, e essa passado ainda a assombra, despertando certas desconfianças diante a algumas situações. Seria possível que o assassino a tivesse seguido para terminar o serviço ou tudo seria coisa de sua cabeça?

"Dizem que, quando face a face com a morte, um filme de nossa vida passa pela nossa cabeça. Comigo isso não aconteceu. Passou um filme, sim, mas não das coisas que fiz, apenas das que deixei de fazer."

A trama toda, num geral, é bem consistente. Alguns pontos relevantes me fizeram questionar veracidade, por exemplos detalhes no colégio, na questão social dos personagens e também no envolvimento muito rápido do casal romântico. Porém na trama central, tudo faz bastante sentido e o suspense é bem construído. 
Todo início de capítulo temos um paragrafo da obra A Tempestade de William Shakespeare, mas como não li, não consegui fazer ligação com a trama, entretanto esse detalhe deixou o livro mais atraente.

A narrativa é ágil e bastante cativante, feita em primeira pessoa, com capítulos curtos e instigantes, tanto nas cenas de suspense como nas cenas cotidianas da adolescente. Mas em contra ponto, não apreciei parte dos diálogos, onde alguns personagens foram um pouco infantilizados.

Margot não é um primor de personagem, diante tudo que ela passou, ainda é um pouco lenta para raciocinar questões bem explícitas. O suspense surpreende na reviravolta que sofre na metade do livro, ainda que a conclusão tenha sido clichê, eu ainda assim fiquei satisfeita com o rumo que tomou. Nada é de fato como aparenta no inicio, e quase todos os personagens, como na vida real, escondem seus segredos!

Essa obra é nacional, a autora já possui outros livros publicados, mas é o primeiro através da Novo Conceito.
Publicado apenas em formato digital.



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