✓ Resenha: Pamela - Samuel Richardson

terça-feira, 7 de junho de 2016





Sinopse: Pamela Andrews trabalha como criada na casa de uma rica família da Inglaterra rural. Quando sua senhora morre, seu filho, Mr. B, começa a importuná-la usando mil artimanhas. Pamela, contudo, decide voltar para a casa de seus pais, mas suas cartas são interceptadas. Sozinha, desprotegida ela é implacavelmente perseguida. Embora se sinta atraída por ele, ela mantém-se contra suas exigências e ameaças de rapto, determinada a defender a sua virgindade e respeitar seus padrões morais. Uma heroína serva, ricamente cômico, um elenco diversificado, no qual, o vilão e o herói se misturam, é, no mínimo, incomum. Com o subtítulo ‘Virtude Recompensada’, este romance epistolar, evoluído para os padrões do século XVIII, é, de fato, emocionante. 

Título: Pamela
Autor: Samuel Richardson
Série: A Virtude Recompensada #1
Gênero: Romance Histórico
Editora: Pedrazul
Páginas: 392
Onde comprar: R$39,90
Classificação: 8,7 (Ótimo)
Livro cedido em parceria com a editora.


Pamela é um clássico da literatura inglesa, publicado pela primeira vez em 1740. Foi um dos primeiros romances focados mais no caráter do que na aventura, ou seja, traz uma quantidade significativa de costumes e hábitos do século XVII (dezoito).

Quem espera encontrar um romance mais doce se decepcionará um pouco. A trama é bem pesada, precisa ser digerida lentamente, principalmente para nós mulheres, que lutamos diariamente pelo nosso espaço.

Escrito em formato epistolar (cartas), trás um arranjo de tudo que a protagonista Pamela escreveu durante a sua experiencia "romântica". Antes de falar sobre a trama, vamos entender o contexto. 

Escrito por um homem (Samuel Richardson), exprime com naturalidade abusos que hoje consideramos terríveis, mas que no século dezoito, eram tratados com naturalidade. A principal é a forma como se oprimiam as mulheres e a pessoas de classe baixa. Para as famílias abastadas, era inaceitável a união dos homens/mulheres de título com trabalhadores.

Pamela tem sua origem muito pobre, e ainda criança é acolhida por uma senhora nobre, que a educa e sustenta com boas coisas. A primeira carta de introdução de Pamela é dirigida a seus pais, notificando os mesmos sobre o falecimento de sua Senhora.
Após essa perda a menina que então tem 15 anos, fica sem saber qual será seu destino, e se alegra ao descobrir que o filho de sua Senhora a manterá na casa e continuará a sustentando. O rapaz tem 23 anos (se não me engano, aproximadamente) e acaba desenvolvendo uma paixão pela menina.

A coisa mais importante, talvez a única, que uma mulher pobre tinha naquela época era sua virtude. Ceder aos encantos de um rapaz antes do casamento levaria a mulher a total ruína. Ruína de verdade, não romantizada como vemos nos romances de época contemporâneos. Sendo assim, Pamela não cede aos encantos do patrão.
Acontece que os libertinos da época também pouco se parecem com os atuais romantizados. 

Nota: O protagonista, patrão de Pamela, é tratado durante toda a obra como Mr. B--, sem nome. Pesquisadores acreditam que o seu verdadeiro nome era Mr. Brandon, e o autor pretendia preservar o nome desse alguém da não ficção. O autor era tipógrafo, escrevia cartas para pessoas incapazes de escreve-las, e assim, criou o romance Pamela combinando cartas que haviam lhe despertado interesse. Portanto podemos acreditar que parte dessa trama é verossímil.

Libertino, Mr B, planeja um sequestro para obrigar Pamela a ter relações com ele, saciando assim seu desejo reprimido. Leva-a para uma propriedade afastada e pratica inúmeras maldades com a garota.
Vamos notar que uma atitude dessa era completamente normal na época. A "carcereira" da garota, que a seguia dia e noite (dormia na mesma cama inclusive) era uma mulher, e chega a segurar Pamela para que seu Senhor tente estupra-la. Todos os subordinados são coniventes com os abusos, ninguém faz nada para ajudá-la, e os poucos que tentam são castigados.

Em meio a inúmeras cartas, Pamela vai relatando todas essas atrocidades aos pais, mesmo que nunca envie as mesmas. 
Com muita bravura, ela não chega a ser violada, sofre de inúmeros desmaios e aflições. Por ai vemos que grande parte das mulheres da época eram de fato subjugadas, menosprezadas e, pelo menos nessa obra, não vemos nenhuma valente de verdade, feminista ou durona como nas obras de época escritas hoje em dia. Pamela tinha uma saúde debilitada, mesmo no auge da juventude desmaiava sempre que acuada, chegava a responder malcriadamente, mas logo se desculpava já que sua criação submissa regia a maioria de seus atos.

Mas a grande reviravolta do livro está justamente quando Pamela passa a amar Mr B, e você se pergunta como isso pode ser possível! Após muitos percalços Mr B adoece seriamente e desperta na garota o amor que ela não havia sentido antes. A partir dai, seu patrãozinho muda completamente o tratamento à ela, vendo que ela MERECE, pois mesmo com todo o terror psicológico não entregou sua virgindade. Dai o subtitulo (machista) do livro: A Virtude Recompensada. Recompensada pois, um nobre fará de tudo contra a sociedade e a família (uma irmã monstruosa) para casar-se com uma simples serviçal.

"Por que deveria tremer o inocente assim, quando o culpado tem sua mente em paz?"

É muito difícil falar dessa obra, é complexa demais. Senti nojo, repulsa, raiva, passei a gostar e compreender os personagens (quando me ambientei na época) e terminei com um misto de satisfação e revolta com a obra. Me acrescentou uma carreta de conhecimento. Podemos até citar "a cultura do estupro" e com certeza a "culpabilização da vítima".
Outra personagem marcante é a irmã de Mr B, Lady Davers, que tem uma cabeça que, por incrível que pareça, próxima a de muitas mulheres da atualidade, as que dizem "Tudo Puta" sabe? 

"Porque não sei como veio, nem quando começou, mas rastejou, rastejou como um ladrão sobre mim; e antes que eu soubesse o que estava acontecendo, parecia amor."

Um tanto complexo para análise, não posso deixar de refletir no seguinte: tudo que lemos são cartas escritas por Pamela para os pais. Não temos a visão de outros personagens, então existem momentos que não sabemos se de fato o que Pamela escreve acontece exatamente como ela diz. Não conseguimos avaliar por perspectivas se Mr B era o diabo que parece ou o apaixonado do segundo ato. Não sabemos a condição psicológica de Pamela que a leva do ponto onde só vê o negativo dele para o que só vê as qualidades. É como se fossem dois homens diferentes, mimado como todos os homens abastados da época, agia como se pudesse comprar com dinheiro qualquer coisa. Eu só pude atribuir a ele alguma doença mental/emocional, ainda que tenha ficado tocada pela sua "segunda fase" romântica e carinhosa. Retrato dos homens bipolares que agridem as mulheres de hoje talvez.
Complexo por que: eu acredito que boa parte das leitoras de romances contemporâneos não estão habituadas ao que vão encontrar. Essa coisa toda de “amar quem abusou de você” foi a questão em que mais senti dificuldade. Temos que analisar todos os fatos, pois os romances de época contemporâneos batem exatamente nessa tecla, invertendo toda a situação. Por isso é preciso se ambientar, aceitar que ele abusou dela de formas que, EU, nunca havia lido em outros romances clássicos, para finalmente julgar a trama em si.

A edição feita pela editora Pedrazul tem inúmeros pontos maravilhosos. Pausa em alguns momentos a trama para explicações, traz muitas informações no rodapé sobre tudo da época, até mesmo o costume dos horários para as refeições. Palavras que não estavam claras no original não tiveram sua tradução inventada, a obra está como a original e as palavras abreviadas permaneceram assim, levando o editor a citar o que provavelmente elas queria dizem. Obviamente a escrita é rebuscada, em visto da data que foi escrita, porém a tradução é primorosa. É um balde de conhecimento! Leia devagar, aos poucos. Você não se arrependerá.

Nota sobre diagramação
Fonte pequena e menor espaço entre as linhas acarretou em uma leitura um pouco cansativa. Como o formato da trama é epistolar, os diálogos são, por necessidade, colocados na mesma linha e entre aspas, então as páginas são completamente preenchidas. Acredito que se a diagramação seguisse o padrão, teríamos uma média de 600 páginas.

"E quão diferente é seu comportamento agora! E eu não parecia estar apaixonada, como ele diz, se eu voltasse; e não seria um tipo de orgulho feminino bobo fazê-lo me seguir até meu pai? Como se devesse abusar dele, porque ele abusou de mim?"

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24 comentários:

  1. Andréa, tuas resenhas já são boas, mas nessa tu se superou.
    Adorei essa tua abordagem de algo a mais no romance, porque a provável história de amor é algo óbvio, então é maravilhoso quando a resenha é destrinchada e nós descobrimos que o livro tem algo mais.
    Pamela ao que me pareceu é sem dúvidas um excelente relato histórico. Podemos usa-lo como exemplo pra entender o que as mulheres passavam, quais abusos elas sofriam e o quanto nós já alcançamos, para que tenhamos forças de continuar persistindo nessa tão sonhada igualdade.
    Olha, super parabéns por não romantizar o abuso da obra, como a maioria das pessoas fariam. Sabemos que a obra é clássica, mas isso não a exime de ser machista, ela foi cunhada em uma época aonde o machismo era algo inerente e corriqueiro, nós não podemos simplesmente fechar os olhos e fingir que isso não existia.
    Resenha maravilhosa. Parabéns!

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    Respostas
    1. Menina deixa eu fazer um pós escrptum aqui, sei que o uso das aspas pra dialogo é típico da literatura inglesa, mas é super cansativo, é muito comum nos livros da Darkside também e eu acho péssimo, e acho desnecessário uma vez que não é algo comum da nossa língua. Eu acho que as editoras deveriam tentar se adaptar ao público, os livros não seriam menos clássicos por utilizar um travessão.

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  2. Oi, Andréa, muito boa a tua resenha! Nunca tinha ouvido falar desse livro, a temática me fez lembrar um pouco "Os Infortúnios da Virtude", do Marquês de Sade. Vou ir atrás para conhecer, abraço!

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  3. Menina, é difícil ler a realidade da época mesmo. Acho que eu não conseguiria, mas fiquei tentada pelo conteúdo histórico. Pra aprender. Até entendo o subtítulo, o cara que publicou deveria ter a mesma mentalidade do tal Mr. B. Adorei sua resenha e as explicações sobre a época. Você está certíssima!
    Bjs, Mari Scotti

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  4. Eu não conhecia esse livro e fiquei curiosa sobre os detalhes da ambientação, ainda mais depois de ler sua resenha, que preciso afirmar: está maravilhosa. Consegui compreender bastante sobre o enredo por meio de suas palavras, e pode ter certeza de que estarei procurando mais informações para ler também.
    Beijos, Fer

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  5. Oi! Eu acredito que para ler esse livro a primeira coisa que temos que ter em mente é a cabeça aberta oara entender que naquela época mulher era tratada como mero objeto. Eu com certeza quero ler essa obra por se tratar de um clássico e pela leitura intensa que você ressaltou na resenha. Mas não sei se vou conseguir entender o fato dela se apaixonando por ele depois de todas as atrocidades que ele a fez passar.
    Adorei a dica. Bj

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  6. Que resenha maravilhosa!!! Consegui entrar no livro em função das suas considerações e adorei. Ponto alto para a arte gráfica que está linda na capa e imagino o interior no mesmo nível. O enredo em si, achei curioso e quero conhecer muito.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

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  7. Já vi vários livros de época, mas nunca um com uma capa dessas! Só por ela já quero ler, pois estou curioso para conferir com meus próprios olhos... Dica anotada e ótima resenha.

    Atenciosamente Um baixinho nos Livros.

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  8. Oi
    Adoro clássicos. Me surpreendi com suas impressões sobre ele. As vezes sentimos nojo mesmo de uma obra, mas realmente é preciso buscar a época em que foi escrita e entender.
    Confesso que não me atrai muito, mas fico feliz que foi uma leitura, que no geral, agradou.
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias

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  9. Oi!
    Que resenha incrível! Uma verdadeira análise da trama; gostei muito.
    Sobre o livro, acho que realmente nunca li um romance de época assim e fiquei um pouco chocada com o enredo que ele apresenta, pois é totalmente diferente do que vemos por ai. Ainda assim, ou talvez por isso mesmo, fiquei curiosa pela obra e sua ambientação.
    Já a inclui na minha lista.
    Beijos!

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  10. Sou suspeito a falar pois um de meus gêneros literários favoritos são os clássicos, ainda mais escritos entre o século XVIII e XIX. Essa obra contribuiu para a formação da literatura contemporânea inglesa e me fez lembrar um outro clássico francês de suma importância não só para seu país, mas para o mundo: Madame Bovary, de Gustave Flaubert.
    Mesmo gerando sentimentos distintos, como raiva e amor, por exemplo, torna-se clássico por sua complexidade e inovação, em vista da época que foi escrito, gerando polêmica e atraindo o público.
    Parabéns pela resenha! Filipe Penasso - Pena Pensante

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  11. Oiee ^^
    Eu ainda não conhecia essa série, mas saber que é do gênero histórico já me deixou curiosa, pois eu amo história ♥ Mas.... Saber que a história é um pouco forte por conta do que a garota sofre me deixou um pouco receosa, pois eu não estou bem no clima de livros assim, sabe? Acho que o lerei um dia, mas não agora *-*
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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  12. Olá Andréa,
    Infelizmente, não fiquei curiosa com a leitura. Clássicos da literatura inglesa me remetem a uma leitura cansativa e rebuscada, ainda mais com a edição que você disse que esse livro tem.
    Não consigo aceitar o fato de Pamela relatar atrocidades e meio que guardar isso pra ela, sabe? É difícil pra mim e eu preciso ler livros que me fazem sentir próxima a história.
    Enfim, parabéns por sua resenha!
    Beijos,
    http://mileumdiasparaler.blogspot.com.br/

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  13. Olá! Quando vi a capa e a sinopse já comecei a prever um romance de época cheio de momentos bonitos. Mas me surpreendi com a resenha, pois o livro parece tratar da realidade da época, nua e crua... Meu lado idealista tem grande preconceito com esse tipo de livro, mas é um livro que parece ser muito interessante. beijos.

    thehouseofstorie.blogspot.com.br

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  14. Olá,
    Realmente o livro é bem diferente dos romances de épocas atuais. Não sei se leria o livro por ele dar até mesmo "voz" ao machismo, de certa forma. Pra mim também seria difícil compreender como uma pessoa pode amar outra pessoa da qual a abusou. Acho que para aceitar essa história teria que ver todos os lados dos personagens e analisar os fatos, como você disse. Às vezes mais para frente leio.
    Beijos!
    http://www.virandoamor.com/

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  15. Olá!
    Eu ainda não conhecia esse livro, mas me interesso bastante por clássicos da literatura inglesa e achei a premissa desse livro bem interessante (e forte).
    Acho que eu também teria ficado incomodada com isso de "se apaixonar por quem abusou de você", é difícil de engolir, o tipo de coisa que não tenho como aceitar. Então acho que somando isso as atrocidades que são mostradas no livro, acho que não leria a obra neste momento.
    Gosto de escrita rebuscada e fiquei feliz de saber que o livro é feito em forma de cartas. Eu ando procurando livros mais leves no momento, mas esse é um que pretendo ler futuramente.
    Ótima resenha!
    Beijos!

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  16. OI!

    Não conhecia o livro e assim como você não consigo entender como o opressor se torna o mocinho da trama, não consigo entender como a vítima se apaixona e gostei muito como você pontuou sua resenha. Todo esse cenário realista me faz querer adquirir a obrar e experimentar todos esses sentimentos controversos que levam o leitor do ódio ao amor, é sempre bom ler livros culturais que descrevem (mesmo despertando raiva) a realidade de uma determinada época. Beijos!

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  17. Oie!
    Confesso que li poucos clássicos ultimamente, e quando comecei a ler a resenha, fiquei bem curiosa para conhecer essa história. Com certeza será uma história bem diferente, e ainda que vai me emocionar, devido alguns detalhes já apresentandos. Um livro bem diferente que me deixou bastante curiosa para conferir.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

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  18. Olá...
    Menina, esse livro parece ser bem interessante, faz um tempo que não leio um clássico porem por esse eu abriria uma exceção, estou curiosa para saber como o desenvolver da estoria termina e muitas perguntas se acumularam em minha mente rs amei a resenha, e guardarei sua dica...
    Beijocas...
    https://westfalllivros.blogspot.com

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  19. Olá!
    Eu amo clássicos, mas ainda não conhecia esse obra, apesar de já ter ouvido falar a respeito. Apesar do livro ser uma trama bem pesada, saber que foi escrita em forma de cartas despertou ainda mais a minha vontade para a leitura. Espero ter a oportunidade de ler e sentir muitas emoções também durante a leitura. Já faz tempo que não leio um livro clássico e ficaria muito feliz em começar por esse.
    Beijos.

    Um Rascunho a Mais

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  20. Oi!
    Eu acompanho os lançamentos da editora, mas não fiquei curiosa quando vi esse livro. Sua resenha me convenceu a dar uma chance para a história, já que o tema pesado pode trazer muitos motivos para reflexão. É uma pena que a fonte seja pequena, isso torna a leitura mais cansativa...
    Beijos!

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  21. Oiii!!!

    Acredita que eu não conhecia esse clássico ?
    Achei ele bem diferente dos que estão vendendo por aí.
    Não sei se leria no momento por que achei pesado e estou lendo mais obras leves.
    A resenha está muoto bem escrita! Gostei bastante!

    Beijinhos

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  22. sobre a resenha, está maravilhosa.
    sobre o livro, não sei se leria, tem que ter muito sangue nos olhos, apesar de amar livros de época/históricos e clássicos. mas me chamou muita atenção, acredito melhor deixar essa leitura para uma outra época.

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  23. Olá, tudo bom?

    Eu não tinha conhecimento, até o momento, sobre esse livro. Confesso que amo romances de época, por sempre aprender um pouco de história com eles, mas nunca me deparei com esse livro do Samuel. Pior é que lendo a sua resenha fiquei pensando "mas ainda bem que isso só acontecia há séculos, né?". Porém lembrei que isso ocorre ainda hoje, com diversos relacionamentos abusivos, onde a mulher acaba se apaixonando por um cara e depois ele se mostra agressivo (o contrário do que ocorre na obra em questão). Entretanto há também uma palavra (não vou me lembrar no momento qual é) que define as pessoas que acabam se apaixonando pelos seus captores, como no livro.

    Acho que, como você disse, é uma leitura densa e que eu mais ficaria com raiva, do que aproveitaria o conhecimento que ela traz. Obrigada pela dica, mesmo assim ;)

    Beijos.

    http://instantesmemoraveis.blogspot.com.br/

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