✓ Resenha: Uma História de Amor e TOC - Corey Ann Haydu

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Sinopse: Uma História de Amor e TOC - Bea foi diagnosticada com transtorno obsessivo-compulsivo. De uns tempos pra cá, desenvolveu algumas manias que podem se tornar bem graves quando se trata de... garotos! Ela jura que está melhorando, que está tudo sob controle. Até começar a se apaixonar por Beck, um menino que também tem TOC. Enquanto ele lava as mãos oito vezes depois de beijá-la, ela persegue outro cara nos intervalos dos encontros. Mas eles sabem que são a única esperança um do outro. Afinal, se existem tantos casais complicados por aí, por que as coisas não dariam certo para um casal obsessivo-compulsivo? No fundo, esta é só mais uma história de amor... e TOC.
Título: Uma História de Amor e TOC
Autor: Corey Ann Haydu
Editora: Galera Record
Pág. 320
Melhor preço: R$24,50
Classificação: 9,5 (Excelente!) 


“Podemos ser loucos, mas existe uma lógica por trás até mesmo das coisas mais loucas que fazemos.”


Uma história de amor e TOC, não é aquele romancezinho meloso ou super divertido, então se você pensou que só ia encontrar boas gargalhadas e beijos apaixonados entre dois adolescentes, sinto muito. Vai ser difícil falar desse livro de uma forma breve, mas vou tentar extrair um pouco.  
Tem romance? Tem. Tem risadas e beijos? Tem, claro. Mas esse não é o foco da história. Pra quem não conhece o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), imagino que pode até se incomodar um pouco com o livro (por que sim, terão muitas coisas consideradas maluquices!), e pra que tem, pode até ajudar no seu tratamento, creio eu. Eu achei este livro incrível, e me identifiquei bastante (o que não vem ao caso rs). 
Nossa narradora, é Bea, uma jovem de dezesseis anos com TOC. No começo do livro, já sabemos que ela faz sessões de terapia com a Dra. Pat há alguns anos, mas só então, depois de algumas páginas é que foi diagnosticada com o transtorno. Aliás, esses vários motivos que a levaram a terapia só vai sendo contado aos poucos, e isso me incomodou um pouco. Parecia até que ela tinha amnésia rs. 


"Porque não há nada, nada pior do que não ser capaz de desfazer os pensamentos loucos. Peço-lhes para sair, mas eles não vão. Tento ignorá-los, mas a única coisa que funciona é ceder."

Na verdade, Bea é uma stalker! Sim, ela persegue pessoas. É algo mais forte que ela. É como se aquela pessoa acabasse a escolhendo, a puxando como um imã, e ela não consegue se sentir em paz, enquanto não souber de todos os passos da vida daquela pessoa (em geral, garotos). Ou simplesmente saber se estão bem.
Ela até que estava melhorando, superando, mas, então conhece Beck, um lindo garoto de olhos azuis que incrivelmente também tem... TOC. E então que as coisas desandam mesmo. Sem que, quase ninguém saiba, Bea persegue outro paciente da Dra Pat, enquanto anota todas as conversas das sessões de terapia de Austin com sua esposa Silvia. Isso, por que ela chega mais cedo e escuta a conversa na sala de espera. Tudo está anotado, tudo que você possa imaginar.  Já Beck não consegue deixar de lavar as mãos toda vez que toca em Bea ou em qualquer outra pessoa. Além disso, o rapaz é fissurado em malhar e tem uma obsessão grave pelo numero oito. São oito mensagens de voz, oito minutos lavando as mãos, oito tamboriladas com os dedos... e por aí vai. Bea está apaixonada, e aprende a aceitar Beck como ele é, em toda sua condição. Mas será que Beck a aceitará quando descobrir que ela persegue outro homem? Pode parecer estranho, mas ela não ama esse cara, ela só necessita saber se está tudo bem com ele, ou com sua esposa, para poder dormir tranquilamente. Mas esses não são os únicos problemas de Bea. Ela também tem uma excessiva preocupação com a segurança de todos, e sente pavor quando está perto de objetos afiados, cortantes, ou quando dirige e precisa voltar para ver se atropelou alguém a 30 km por hora. Ela se acha perigosa para o mundo, capaz de talvez machucar alguém quando estiver em um nível 10 de ansiedade.

"Cinco, dez, quinze minutos se passam. A torneira corre, corre e depois o chuveiro e, em seguida, a torneira outra vez. Estou sendo lavada dele."

É uma leitura sufocante! Você se sente a própria Bea, sente as sensações angustiantes do TOC dela, se solidariza, e aprende que nem tudo que é fora do comum é loucura! Todos personagens foram bem desenvolvidos, e a escrita de Haydu é sensacional. É a realidade nua e crua de quem tem o transtorno obsessivo compulsivo
Gostei bastante de como a paixão dela não é perfeita nem Beck é pintado como um "príncipe encantado". Caramba, vamos ser mais realista né? Nem tudo é perfeito e se acostumar com essa dura realidade é melhor. Mas eu asseguro, não tem como não gostar de Beck! É impossível!
Enquanto os encontros dos dois vão avançando, Bea tenta suportar as terapias de grupo e começa a perceber que talvez seja um fardo para sua melhor amiga Lish (que aliás, eu terminei a detestando) única pessoa no mundo que a conhecia como ninguém. E então nos perguntamos, será que Bea vai conseguir parar de perseguir Austin ou qualquer outra pessoa que possa entrar para sua lista stalker? Será que vai controlar o impulso de beliscar a coxa toda vez que está fora de controle...? E Beck, poderá um dia beijá-la sem querer correr ao banheiro em seguida? E depois do oitavo encontro, o que acontece? 
O final foi perfeito, na minha opinião. Não tem como tudo se resolver num passe de mágica, é um dia após o outro, e acho que Haydu conseguiu passar a mensagem que queria.

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Autor: Mila Wander
Editora: Qualis
Pág. 490
Melhor preço: R$34,99
Classificação: 9,5 (Excelente!)
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6 comentários:

  1. Oi Sa,

    Adorei sua resenha (como sempre.. ehhehe...), mas não sei se leria esse livro. Não que o TOC me incomode, mas é por não ser fantasia mesmo. rs...

    bjs

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    1. Oi Tati. Eu sei bem que você não ia curtir mesmo rs. Mas obrigada pela visita. Beijos.

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  2. Esse livro está na lista de leitura desde quando saiu. Pena que ainda não arranjei tempo pra ler...
    Gostei muito da sua resenha. Realmente precisamos de personagens realistas porque a gente só se ilude com os príncipes
    Beijos
    Balaio de Babados

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  3. Adorei a resenha Sabrina! Esse tipo de história me atrai um pouco. A questão da confusão dos personagens, suas limitações e as maneiras de atravessar as barreiras me fazem querer entender cada um. Acho que devia ter sido psicóloga e não professora de Matemática... kkkk Talvez tenha relação a loucura com a Matemática né? rsrs

    Adorei a descrição que você fez dos personagens e seus problemas, mas confesso que é da amiga da Bea que quero saber um pouco mais. Por que você não gostou dela? rsrsrs

    Ótima resenha! =D

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    1. Oi Karine. Ah, não posso contar muito se não é spoiler né rsrs. Mas posso dizer que foram algumas atitudes dela de amiga, vamos dizer assim... rs. Beijos.

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  4. SABRINA, ADOREI TUA RESENHA QUERIA MUITO LER ESTE LIVRO.

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