✓ Resenha: Elena: A Filha da Princesa - Marina Carvalho

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Sinopse: Este não é um conto de fadas comum. Sim, existe uma princesa. Elena, filha da princesa Ana — a brasileira que se tornou herdeira do trono da Krósvia —, já não é mais a menininha apaixonada pelo primo Luka, com quem deu o primeiro beijo aos 13 anos. Cresceu, namorou, viajou o mundo. Mas uma notícia surpreendente a faz voltar para casa... justamente quando obrigações familiares também exigem a presença de Luka. O reencontro é explosivo. Luka não estava preparado para adulta que a prima tímida se tornou. Uma mulher que sabe muito bem o quer. E quem quer.
Título: Elena : A Filha da Princesa
Autor: Marina Carvalho
Editora: Galera Record
Pág. 322
Melhor Preço: R$ 16, 90
Classificação: 8, 6 (Ótimo)


No spin off da série Simplesmente Ana, logo no prólogo o leitor que não leu os volumes anteriores recebe um resumo dos últimos acontecimentos da Krósvia. Ana, uma brasileira casa-se com Alexander e torna-se princesa do pequeno país europeu. A primeira herdeira do casal chama-se Elena, uma garota doce e cheia de personalidade. 

A narrativa de Elena começa na Nigéria, onde ela está acompanhada de amigos universitários que participam de um programa humanitário. Achei este começo um tanto proposital, e acredito que existiam outras formas possíveis e mais reais de demonstrar a ausência de futilidade na protagonista. Felizmente, os eventos mudam de curso e a gravidez inesperada e arriscada de Ana acabam por forçar uma volta não programada para a sede do trono em Perla, capital da Krósvia. 

“Fecho os olhos enquanto ouço o apelo feito por meu pai. Evidente que largar o trabalho na Nigéria vai ser difícil. Eu me sinto útil tendo uma causa nobre para defender. Porém, ficar ao lado da minha mãe, da família inteira , aliás, nesse momento tem um quê mais importante, essencial.”

No começo incomodei-me um pouco com os nomes provenientes da língua do país fantasia, mas o desconforto logo passa, junto com a chegada dos ambientes lindos. É inegável que a escritora criou um ambiente lindo para dar cores a sua obra. Praças e palácios dão asas à imaginação, e ativa os sentidos de quem passeia por esses lugares. 

Aliás, são em lugares como esses que surge o mocinho: Luka. O amor de infância de Elena ataca novamente, mas desta vez está disposto a brincar com a prima de segundo grau mais vorazmente que das últimas vezes em que perturbou a garota inocente. Mesmo com os oito anos de diferença, os instintos sexuais de Luka não o impedem de persegui-la incessantemente. Acabei apelidando-o de Lukafajeste, pois ao conhecer seu jeito rebelde e extremamente sensual, encontrei uma imagem um tanto batida de galã.

"Quando olho nos olhos dele, enxergo as sombras que o atormentam. É difícil não me sensibilizar com o que vejo. Luka é um homem e tanto, mas suas dores, seus mistérios, derrubam o gigante sempre que ele baixa a guarda."

Outro quesito notável é como Luka sempre está por perto para salvar sua amada, mesmo com seu jeito radical e insensível. O senso de realidade se perdeu algumas vezes para que esses encontros fossem ser possíveis, o que me levou a crer que o protagonista tivesse tendências obsessivas quanto à mocinha. Entre os primos da realeza, pode-se aguardar um romance sensual até dizer chega, mas também muitos elementos já vistos por aí, como a submissão, o amor adolescente e cenas sexuais em lugares inusitados. 

Mas nem só do casal protagonista se fez o livro. A família Markov aparece ajudando ou dificultando o relacionamento, e também em outros cenários da história. Contudo, os dois narradores são tratados como crianças na maior parte do tempo. Elena como inocente e Luka como inconsequente. Mais um incoveniente que é facilmente esquecido diante de outros.



Afora o já conhecido estilo royal pains, a questão política se sobressai nos momentos em que o marasmo toma conta do enredo. Não pude deixar de lembrar que já vi política associada à vida da realeza em outras séries, mas devo ressaltar que dessa vez foi igualmente bem posicionada e gostei da ideia. 

Outros pontos que gostaria de destacar são os trechos de músicas e conversas por SMS que casam perfeitamente com as cenas. Bem como alguns pontos não tão legais, como a ausência de diálogo em trechos completamente narrativos e dois "mistérios" que se arrastam até quase o fim do livro, mas que leitores atentos descobrirão logo nas primeiras páginas.

Apesar dos pesares, a escrita me agradou muito e espero poder ler em breve outro livro "by Marina Carvalho". Algo me diz que seu jeitinho de contar histórias uniria-se muito bem à ficção fantástica. Estou à espera de uma aventura cheia de seres imaginários criados pela mineirinha. 


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Um comentário:

  1. Tenho muita vontade de ler Marina Carvalho, fui em um encontrinho com ela uma vez, ela é uma fofa, super simpática! Só leio elogios sobre Simplesmente Ana, fiquei bem curiosa pelo spin off também, principalmente para conhecer o Lukafajeste hahaha

    Obrigada pelo carinho. Beijos :*
    Claris - Plasticodelic

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