✓ Resenha de Filme: Cidades de Papel

sábado, 11 de julho de 2015

Título Original: Paper Towns
País de Origem: Estados Unidos da América 

Gênero: Drama, Música
Duração: 109 Minutos
Ano de Lançamento: 2015
Atores de destaque: Cara Delevigne, Nat Wolff, Austin Abrams

Filmow: Cidades de Papel 3.8
Sinopse: "Cidades de Papel" é uma história sobre amadurecimento, centrada em Quentin e em sua enigmática vizinha, Margo, que gostava tanto de mistérios, que acabou se tornando um. Depois de levá-lo a uma noite de aventuras pela cidade, Margo desaparece, deixando para trás pistas para Quentin decifrar. A busca coloca Quentin e seus amigos em uma jornada eletrizante. Para encontrá-la, Quentin deve entender o verdadeiro significado de amizade – e de amor.






  • Esta resenha contém comparações entre livro e filme
  • Contém spoiler das primeiras 50 páginas do livro

Desde a chegada de Margo Roth Spielgeman a sua vizinhança, Quentin é apaixonado por ela. Após uma aventura na infância, ele a vê crescendo e afastando-se cada vez mais. Até que numa certa noite, Margo aparece em sua janela, oferecendo-o uma aventura e aquele que esperou anos para receber sua atenção, aceita a proposta. O que ele não espera, é a fuga de sua amada no dia seguinte. Que deixa pistas de seu paradeiro, o que leva Quentin a pensar de que ele foi o escolhido para encontrá-la. 


Ao contrário do livro, no filme os eventos entre a infância de Quentin e o desaparecimento de Margo ocorrem em fast-foward. Não escondo meu descontentamento, pois assim, excluem alguns trechos da noite presentes no livro como  a Missão Karin e a visita linda ao SeaWorld. Entretanto, a rapidez com que as missões são feitas, injetam adrenalina em quem assiste, tornando o começo tão emocionante quanto as demais partes do filme. 


Ainda durante a vingança de Margo, as partes contidas no filme são fieis, exceto por mínimos detalhes, que talvez até tenham tornado a cenografia e as ações malvadas da garota mais interessantes e misteriosas.


Não posso negar que fiquei aliviada por a atuação da Cara Delevigne não durar o filme todo, porque as peripécias da personagem do livro, bem como sua forma física, não foram representadas de uma forma fiel pela modelo. O modo como a atriz se porta durante o filme não se parece muito com a "ninja" do livro. 

Enquanto isso, Quentin foi muito bem representado pelo Nat Wolff. Engraçado, desesperado e nerd na medida, tornou-se ainda mais apto com o tipo físico. Junto com Ben e Radar, forma um trio gamer e loser mais legal que já conheci na ficção. Sendo os dois últimos os comediantes, que animam o longa quando Quentin está desesperançoso. Outras personagens que amei na adaptação foram a Lacey e a Angela. No livro, não senti tanta empatia por ambas, mas no longa foi inevitável. A escolha das atrizes foi bem inteligente, assim como no caso dos rapazes. 


O mal das adaptações cinematográficas de obras literárias é romantizar demais um rapaz e uma moça, de forma infiel ou exagerada. Neste caso, foi um pouco dos dois. Apesar disso, a produção foi bem esperta e conseguiu mudar isto, sem transformar o livro adolescente em um dramalhão mexicano. Até porque as lições valiosíssimas de John Green persistem no filme.  


A constituição do longa é muito atrativa aos olhos dos adolescentes, bem como aos que já são adultos. Cenas claras são mescladas com cenas escuras e misteriosas, em ambientes bonitos ou estranhos. Os contrastes também se estendem às vestimentas que são ora glamourosas, ora trazem mensagens engraçadas. A sonografia é simples, assim como a cenografia. As cenas se passam em lugares simples, o que inclui ainda mais o espectador no que ocorre. 


Quanto à fidelidade, é inegável que a ordem de alguns eventos foram alterados e algumas passagens foram excluídas e outras mescladas. No entanto, eu fiquei surpreendida com o modo como fizeram isto, e incluindo a autodescoberta e o desejo de fuga das "cidades de papel" que Margo incita em Quentin. Você que já conheceu a versão literária, se prepare para um final um tanto diferente e uma cronologia alterada. E claro, prepare-se para um filme inesquecível.



Já conhecido pelos espectadores de A Culpa é das Estrelas, Nat Wolff, aparece junto com outro ator do filme. E eu garanto, é em uma cena inesperada, e todos da minha sessão gritaram loucamente. Ou seja, pérola imperdível. E é spoiler, então não vou contar. :)






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6 comentários:

  1. Oi Mylane!

    Não li a resenha por conter spoiler, como ainda não li o livro, não pretendo assistir ao filme tão cedo.

    Bjo bjo^^

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  2. Eu não li o livro, mas tenho vontade de assistir esse filme, o enredo parece ser bem interessante!
    Mil Beijos!
    http://pensamentosdeumageminiana.blogspot.com.br/

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  3. Hello!
    CIdades de papel nao é o melhor livro para mim do John Green, mas o filme me parece que vai melhorar essa minha opniao.
    Pelo que li o filme é engraçado e apesar de nao ser 100% fiel ao livro, consegue fazer trazer o expectador para dentro da história. Eu quero mto ver, mas anda lotada as sessões, vou esperar um pouco.
    Bjus

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  4. Oi, estou querendo muito ler e assistir Cidades de Papel. O único livro que li do John Green foi ACEDE, e confesso que não gostei muito mas esse parece ser ótimo. Há algum tempo li outra resenha e fiquei super interessada, copm certeza vou ler/assistir. Bjus.

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  5. Oiii, estou louca para assistir, pois eu queria ler, mas uma prima (querida ¬¬') me deu um spoiler total do livro haha, dai desisti, mas o filme quero ver muito! BJS
    Ficaantenada.blogspot.com

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  6. Eu adorei ler essa historia, eu gostei quase tanto quanto A CULPA É DAS ESTRELAS. Me fez pensar em muitas coisas e mudar minhas perspectivas de vida, tudo parece tão diferente depois de ler ele. É um livro que (particularmente) me apaixonei e recomendo a todos. Relerei ele varias vezes ainda. O filme foi fiel a historia e isso eu achei demais e muito bom. Adorei seu blog, já deixei em meus favoritos.

    Meu blog: www.umcontainer.com

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