✓ Resenha: Amy & Matthew - Cammie McGovern

domingo, 21 de junho de 2015








Sinopse: Amy e Matthew não se conheciam realmente. Não eram amigos. Matthew sabia quem ela era, claro, mas ele também sabia quem eram várias outras pessoas que não eram seus amigos.Amy tinha uma eterna fachada de felicidade estampada em seu rosto, mesmo tendo uma debilitante deficiência que restringe seus movimentos. À medida que passam mais tempo juntos, Amy descobre que Matthew também tem seus problemas e segredos, e decide tentar ajudá-lo da mesma forma que ele a ajudou.E quando a relação que começou como uma amizade se transforma em outra coisa que nenhum dos dois esperava (ou sabe definir), eles percebem que falam tudo um para o outro... exceto o que mais importa.

Título: Amy & Matthew
Autora: Cammie McGovern
Editora: Galera Record
Pág: 336
Melhor Preço: R$ 21,51
Classificação: 9,5 (Excelente)




Amy sofre de paralisia cerebral e por isso, passou a vida toda sob a super proteção da mãe e do cuidado de ajudantes adultos. Mas no último ano do ensino médio, Amy solicita novos ajudantes, que devem ser adolescentes como ela. Neste processo, Matthew candidata-se e torna-se um dos novos auxiliares da garota.

Amy é uma garota diferente, não só porque precisa de um andador para locomover-se e um computador para falar, mas porque ela se superestima, e muitas vezes esquece que seu corpo e mente têm seus limites. Quando Matthew comenta sobre este comportamento com Amy, ela sente sinceridade e sutileza nas palavras, e a partir daí inicia-se uma linda amizade, que vai além dos momentos em que Matthew tem que ajudar Amy em suas tarefas diárias.

Era eletrizante a maneira como Matthew cuidava dela com tanta atenção a ponto de se esquecer de si mesmo. Ele não murmurava nem batia em nada. Praticamente não fazia nada de estranho nesses dias; em vez disso, se concentrava em detalhes. 

Assim como Matthew, os outros auxiliares são personagens completos, com algumas boas histórias para contar, que vão surgindo em momentos descontraídos como a hora do almoço ou no intervalo entre as aulas. Apesar de poderem receber estereótipos como "o atleta" ou "a ex-popular", têm suas próprias tramas que surgem no decorrer da narrativa, mas sem tirar o foco do casal principal. 

 " Aprendi a não julgar as pessoas por suas limitações, mas pela maneira como avançam além delas."

A maior parte da trama se passa no ambiente escolar ou na casa de Amy, enquanto os personagens ainda fazem o ensino médio. Logo após, os cenários vão mudando e aparece também um campus universitário. Gostei da forma como apesar do avanço dos acontecimentos e das mudanças de cenários os personagens continuam interligados, ou conectados através de e-mails que são expostos em uma diagramação diferente. 

Com a convivência, Amy descobre sinais do TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) em Matthew, e solicita que ele busque ajuda médica. A partir deste ponto, os amigos unem-se ainda mais e passam a compartilhar das dificuldades e julgamentos por serem diferentes. Com isso, Amy fica visivelmente apaixonada e esse sentimento rende momentos engraçados e super relaxantes durante a leitura. Mesmo diferentes dos demais adolescentes, eles vivem uma paixonite de colegial já presente nos livros para jovens adultos.

Ele pensava nela e em um milhão de minúsculas maneiras de facilitar a vida dela. Como Amy poderia não amá-lo?

Além da excentricidade do romance, a forma como a autora propôs a interligação entre Amy e seus ajudantes até o final do livro é diferente e garante o desfecho inesperado para a obra. Quando tudo é como um mar calmo, segredos são revelados e tudo muda bruscamente, fazendo do livro uma montanha russa: cheio de momentos de clímax ligados a outros de completa apatia. 

Passando por alguns elementos e temas comuns a livros do gênero, a autora nunca beira o "mais do mesmo", porque insere assuntos abordados em outros livros sob uma nova perspectiva e uma narrativa que prende um leitor como um bom livro deve fazê-lo. 



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2 comentários:

  1. Oi Mylane!

    Qdo vi este livro pela primeira vez, achei que fosse algum lançamento da Raibown Rowell! rsrsrsrrs as capas são parecidas, por isso me confundi!
    Adorei sua resenha, quero muito ter a oportunidade de lê-lo!

    Bjo bjo^^

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    Respostas
    1. Oi, Ana Paula!
      Pelo visto não fui só eu que me enganei (risos). A capa é muito fofa, mesmo. Espero que possa ler logo!
      Beijos

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