✓ Resenha: A Morte de Sarai - J.A. Redmerski

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Sinopse: A Morte de Sarai - A autora do best-seller de "Entre o agora e o nunca" e "Entre o agora e o sempre" traz uma história de paixão e sobrevivência.
Sarai era uma típica adolescente americana: tinha o sonho de terminar o ensino médio e conseguir uma bolsa em alguma universidade. Mas com apenas 14 anos foi levada pela mãe para viver no México, ao lado de Javier, um poderoso traficante de drogas e mulheres. Ele se apaixonou pela garota e, desde a morte da mãe dela, a mantém em cativeiro. Apesar de não sofrer maus-tratos, Sarai convive com meninas que não têm a mesma sorte. 
Depois de nove anos trancada ali, no meio do deserto, ela praticamente esqueceu como é ter uma vida normal, mas nunca desistiu da ideia de escapar. Victor é um assassino de aluguel que, como Sarai, conviveu com morte e violência desde novo: foi treinado para matar a sangue frio. Quando ele chega à fortaleza para negociar um serviço, a jovem o vê como sua única oportunidade de fugir. Mas Victor é diferente dos outros homens que Sarai conheceu; parece inútil tentar ameaçá-lo ou seduzi-lo. 
Em “A morte de Sarai”, primeiro volume da série Na Companhia de Assassinos, quando as circunstâncias tomam um rumo inesperado, os dois são obrigados a questionar tudo em que pensavam acreditar. Dedicado a ajudar a garota a recuperar sua liberdade, Victor se descobre disposto a arriscar tudo para salvá-la. E Sarai não entende por que sua vontade de ser livre de repente dá lugar ao desejo de se prender àquele homem misterioso para sempre.

Título: A Morte de Sarai
Autor: J. A. Redmerski
Editora: Suma de Letras
Pág. 255
Melhor preço: R$14,94
Classificação: 9,6 (Excelente)





Sarai é uma garota americana que foi arrancada de sua vida normal, aos 14 anos, para morar no México, em meio ao tráfico de drogas, pessoas, assassinatos e escravidão, após sua mãe, viciada em drogas, se envolver com Javier, um poderoso chefão do tráfico mexicano. 
Apesar de não estar literalmente trancada na fortaleza, Sarai sabe que não conseguiria ir longe se fugisse. Após 9 anos nessa vida, a garota já se conformou que nunca mais terá outra. Na fortaleza há várias outras garotas como ela, vítimas de maus-tratos e estupros. Sarai se considera com sorte, pois por ser preferida de Javier, é poupada desse tipo de violência pelos outros homens, apesar de sofrer todo tipo de brutalidade nas mãos de Javier, e de sua irmã vulgar Izel. Sua única amiga na fortaleza é Lydia, sua colega do quarto pequeno e imundo que dividem. 

“Observamos o homem da penumbra do quarto que dividimos desde que a trouxeram para cá, há um ano. Uma porta. Uma janela. Uma cama. Quatro paredes imundas e uma estante com uns poucos livros em inglês, que já reli mais vezes do que posso contar. Mas não estamos trancadas, nunca estivemos. Javier sabe que, se tentarmos escapar, não chegaremos longe. Nem sei em que parte do México estou. Mas sei que, seja onde for, não seria fácil, para uma garota como eu, voltar para os Estados Unidos sozinha. Assim que eu sair por aquela porta e seguir por aquela estrada escura e poeirenta, terei escolhido o suicídio como caminho” (p. 5) 

Quando Sarai avista Javier fazendo negócio com um americano, vê nele sua única oportunidade de escapar, depois de 9 anos trancafiada ali, sem nenhum americano por perto. O americano é um frio e poderoso assassino de aluguel, ele negocia com Javier uma morte por um preço exorbitante. Sarai aproveita a oportunidade para fugir de seu quarto e entrar escondida no carro do americano, levando consigo uma arma que havia escondido anteriormente em seu quarto, após anos planejando sua fuga. 

O americano, por sua vez, percebe sua presença no carro e, mesmo que Sarai tenha a arma apontada para ele, percebemos que é o americano quem está no comando. Ele é frio e indiferente e se recusa a ajudá-la a atravessar a fronteira, em contrapartida, Sarai sente medo, mesmo com a arma nas mãos. 

O tema da história é bem pesado e sentimos o tempo todo o clima tenso, há muita tensão em todo o percurso de fuga de Sarai. De um lado, temos uma garota vítima de escravidão e violência desde sua adolescência, forçada a aceitar uma vida que nunca quis. Do outro lado, temos Victor, o misterioso americano, um assassino frio e calculista que não está disposto a ajudar Sarai. 
Inicialmente uma pedra no sapato, Sarai se torna para Victor uma possível moeda de troca em seus negócios sujos com Javier. Sendo Sarai sua preferida, Javier mandará quantos homens forem precisos para trazê-la de volta, viva ou morta. Sarai não tem muita escolha entre confiar no americano para fugir de Javier, mesmo não sabendo se ele irá deixá-la viva por muito tempo. 
Victor, por sua vez, se vê numa situação única e embaraçosa, experimentando sentimentos nunca antes sentidos.

 “Gostando ou não, Victor é minha única proteção até eu cruzar aquela fronteira, e vou ficar com ele o tempo que puder, apesar de precisar desesperadamente fugir dele também” (p. 41) 

Em meio a todo o caos, morte e fuga, Sarai se vê em uma confusão de sentimentos por um assassino que pode matá-la a qualquer momento, mas que também foi o único que se importou com ela, a salvando de Javier. 

Vítima de maus-tratos e violência desde cedo, Sarai está mais envolvida nesse mundo frio e solitário do que imaginou, não sabendo se sequer conseguiria voltar a ter uma vida normal. Principalmente, não sabendo se ela de fato quer ter uma vida normal, longe de Victor e de seu peculiar mundo do crime. 

“Não quero que ele vá embora nem por um tempo, muito menos para nunca mais voltar. Quero ficar com ele, embora não saiba por quê.” (p. 123) 

O tema do livro é bem diferente de tudo o que já li. Apesar de ter os assassinatos em primeiro plano, a história envolvendo o tráfico de drogas e de pessoas é um tema bem pesado, ainda mais pela história de Sarai, vítima de abuso desde a adolescência, não tendo opção em não seguir esse caminho, muito pelo contrário, sendo amortecida e criada para isso, se tornando familiarizada com o crime e a violência desde cedo, apesar de ainda cultivar seu lado bom. 
Outro ponto que chama a atenção é o envolvimento afetivo entre Sarai e Victor, primeiro por Victor também a ter mantido “prisioneira” por todo seu percurso de fuga da fortaleza, segundo por ele ser um assassino frio e indiferente e terceiro, por pior que ele pudesse ser, ainda ser o único a demonstrar o mínimo de preocupação com Sarai. 

A narrativa é feita em primeira pessoa, intercalando as vozes de Sarai e Victor, de forma que podemos conhecer um pouco mais sobre a personalidade e os sentimentos de cada um.  É bem envolvente e direta, sem pontos cansativos ou monótonos. Os diálogos são muito adequados aos personagens e a cada situação, assim como os cenários, descritos dentro de suas limitações, afinal, Sarai na maior parte do tempo não sabe onde está. 
Os personagens são muito característicos e marcantes, principalmente Sarai e Victor que, apesar de histórias de vida totalmente diferentes, apresentam pontos em comum e uma infância não tão desigual. Quase não encontrei erros de revisão e a diagramação está muito bem feita, apesar de considerar a letra um pouco pequena. A capa em tons de preto e cinza com detalhes em vermelho é totalmente adequada e instigante.


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2 comentários:

  1. Oi Amanda!!!! Estava com saudades das suas resenhas! rsrsrsrrs

    Eu já tinha visto a capa deste livro, mas não imaginava que o enredo era tão bom!
    Gostei da resenha, espero ter a oportunidade de lê-lo!

    Bjo bjo^^

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  2. The above picture is one of my preferred vanilla flavor throwback locations. Everything is Dragonstalker armour except the helm, Crown of Devastation, along with the Dragonbreath Hand Cannon.
    RS Gold

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