Resenha: De Coração Para Coração

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014



Sinopse: Da autora best-seller Lurlene McDaniel, De coração para coração fala de perdas, amor e renovação. Fala também da maneira como esses sentimentos tão complexos se entrelaçam, nos momentos mais difíceis, nas relações familiares e de amizade. Elowyn e Kassey são grandes amigas, que dividem tudo. Mas uma coisa Elowyn não contou para Kassey: ao tirar a carteira de motorista, ela marcou a opção “doadora de órgãos”. Kassey descobre esse detalhe da vida da amiga da maneira mais trágica – quando o desejo de Elowyn está prestes a ser atendido. Arabeth nunca teve a sorte de ter uma melhor amiga. Com o coração doente, ela leva uma vida protegida de tudo e de todos. Até que, aos 16 anos, recebe o telefonema que tanto esperava — mas inicialmente ela e sua mãe não sabem a quem devem agradecer. Quando os mundos dessas três meninas e de suas famílias se cruzam, suas vidas se transformam de maneira nunca imaginada. Kassey, especialmente, encara os fatos como uma forma de manter viva a memória de sua querida amiga. Ela passa a compartilhar da nova vida de Arabeth, ao mesmo tempo em que ajuda a aliviar o sofrimento da família de Elowyn e a compreender a sua própria dor.

Título: De Coração para Coração
Autor: Lurlene McDaniel
Editora: Novo Conceito
Pág. 208
Melhor preço: R$9,90
Classificação: 9,1 (Ótimo)

"Nem todas as pessoas entendem por que falar de coisas tão tristes, mas coisas ruins também acontecem com crianças e adolescentes, e eles querem respostas, eles querem saber o porquê." - Palavras da autora na orelha do livro.

Ufa, leitura rápida, intensa, sem rodeios. Escrita nota 10.

Com certeza, De Coração Para Coração entra na lista de livros que todos deveriam ler. Trata com delicadeza e honestidade uma situação que qualquer um de nós poderemos viver um dia. Na pele de qualquer um dos personagens.

*Pode parecer um spoiler logo ai embaixo, mas não é, a morte de Elowyn está logo nas primeiras páginas e na sinopse.

Elowyn Eden é um nome lindo, mais que isso, pertence a uma garota linda e cheia de vida. Como qualquer um de nós aos 15 anos, cheia de sonhos e planejamentos. Mas quem narra a história de Elowyn é Kassey, sua melhor amiga.

Kassey e Elowyn se conheceram na sétima série, quando estava no hospital pediátrico, ala da ortopedia, esperando o mesmo cirurgião, uma com fratura no braço, a outra na perna. Como Elowyn tinha acabado de se mudar para Alpharetta, não tinha amigos e Kassey não era tão popular assim, logo o laço de amizade se fortificou e se tornaram melhores amigas.

Kassey encontrava na amiga tudo que não tinha em casa. Filha de pais separados, encontrou na família de Elowyn o que precisava. Compartilhavam tudo, não desgrudavam uma da outra. Até o dia que Elowyn conhece Wyatt e se apaixonam. Kassey no inicio fica triste em ter de dividir, se sente em segundo plano, mas com o tempo percebe que o importante mesmo é a felicidade da amiga, e faz de tudo pelo relacionamentos dos dois, logo que brigam tanto quanto se amam.

Elowyn completa 16 anos primeiro, ganha de seu pai um carro novo vermelho vibrante.

Eu fico imaginando qual seria a dor desse pai, em ter de viver uma vida toda com remorço por ter presenteado a filha com o instrumento que lhe tiraria a vida.

"Seu nome era Elowyn Eden. Ela era minha melhor amiga. Ela morreu quando tinha dezesseis anos de idade." - Pág.50

Na segunda parte do livro, conhecemos Arabeth, e é ela mesma quem narra sua história.
Aos seis anos seu coração começou a falhar e hoje com quatorze sua vida dependia desesperadamente de um transplante.

Arabeth teve uma infância muito triste, sem amigos e cheia de fatalidades. Quando recebe a notícia que havia um coração novo a esperando, pode sonhar e planejar assim como toda garota de sua idade.

"Quem imaginaria que tirar pó e aspirar pudessem ser atividades tão libertadoras? Para mim, eram." - Pág.74

O destino é um pouco irônico, não acham? Uns perdem, outros ganham e sempre vai ser assim. Essa é a lei da vida. Para Arabeth ser feliz, Elowyn precisou morrer. Qual valor isso tem? O que se passa na cabeça dos familiares nessa hora?

Eu sempre fui a favor da doação de órgãos, e acho que aqui no Brasil, assim como nos Estados Unidos, nossa habilitações deveriam ter a informação de doador, fica mais fácil quando o próprio doador tem esse desejo do que simplesmente a família decidir. Não deve ser fácil tomar essa decisão ali, no calor e na dor do momento. Mas acreditem, salvar uma vida pode não mudar a sua dor, mas com certeza evitará a dor do próximo.

Se você ainda tem dúvidas, leia esse livro. Saiba como se sentiram as famílias envolvidas. Descubra o encontro entre eles. Esse livro pode sim, salvar vidas.



Vamos lá pessoal, estou escrevendo essa resenha com um nó na garganta! Mas preciso ressaltar também o belo trabalho de edição. O livro além de seu conteúdo profundo, tem uma capa simples e linda, uma diagramação muito confortável para leitura e uma correção quase perfeita.

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Um comentário:

  1. É um livro que faz pensar, pela sua resenha dá para perceber isso. Não só faz pensar mas deixa qualquer um com o coração na mão. Amo livros assim, pois passam uma mensagem boa para aquele que lê.

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