Resenha: O Presente - Cecelia Ahern

domingo, 8 de dezembro de 2013



Sinopse: Todos os dias, Lou Suffern luta contra o tempo. Ele tem sempre dois lugares para ir, tem sempre duas coisas a fazer. Quando dorme, sonha com os planos do dia seguinte, e, quando está em casa, com a esposa e os filhos, sua mente está, invariavelmente, em outro lugar. Numa manhã de inverno, Lou encontra Gabe, um morador de rua, sentado no chão, sob o frio e a neve, do lado de fora do imenso edifício onde Suffern trabalha. Os dois começam a conversar, e Lou fica muito intrigado com as informações que recebe de Gabe; informações de alguém que tem observado uniões improváveis entre os colegas de trabalho de Lou, como os encontros da moça de sapatos Loubotin com o rapaz de sapatos pretos... Ansioso por saber de tudo e por manter o controle sobre tudo, Lou entende que seria bom ter Gabe por perto — para ajudá-lo a desmascarar associações que se formam fora de suas vistas — e lhe oferece um emprego. Mas logo o executivo arrepende-se de ajudar Gabe: sua presença o perturba. O ex-mendigo parece estar em dois lugares ao mesmo tempo, e, além disso, Gabe lhe fala umas coisas muito incomuns, como se soubesse do que não deveria saber... Quando começa a entender quem é realmente Gabe, e o que ele faz em sua vida, o executivo percebe que passará pela mais dura das provações. Esta história é sobre uma pessoa que descobre quem é. Sobre uma pessoa cujo interior é revelado a todos que a estimam. E todos são revelados a ela. No momento certo.

Nome: O Presente
Autor: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Págs: 317
Onde Comprar: R$18,90


Às vezes é preciso se entregar a alguém para perceber quem você realmente é.

Essa história é sobre Lou e seu tempo escasso. Sua prioritária vida financeira e suas tão suadas posses matérias. Seu Porsche. Sua família; bem essa ficava ali em algum plano bem após tudo isso.

Lou em seu cotidiano agitado, talvez em outra ocasião não notasse Gabe sentado bem ali; ali onde passava todos os dias com seu café logo cedo, transbordando o orgulho de ser o primeiro na empresa. Mas naquela manhã, logo após a cafeteira que costumava servir seu latte estar quebrada, algo fez com que Lou oferece aquele café puro a Gabe, numa fria manhã de Dezembro. Seria o espirito natalino?

Gabe muito observador, sabia muito bem sobre todos que entravam e saim, logo que passava todos seus dias sentado no chão a pedir esmolas bem ali em frente ao prédio. Alguma informações sobre sapatos. sapatos que almoçavam e saindo juntos da empresa despertou certo interesse de Lou. Seria bem conveniente alguém tão observador como aliado. Então, espirito natalino ou não, Lou emprega Gabe.

Gabe se mostra uma pessoa muito eficiente, um exemplo de funcionário em sua humilde tarefa de entregador de correspondências internas. Lou se sentia ameaçado ao mesmo tempo que sentia compaixão por Gabe. O ex-mendigo tinha uma incrível habilidade de estar no lugar certo na hora certo. Até parecia estar em dois lugares ao mesmo tempo.
O que não previa era que Gabe tinha muito mais a oferecer do que simples cartas em seus horários corretos. Gabe tinha os comprimidos; comprimidos esses que pareciam ser capazes de duplicar as pessoas. Permitiriam que Lou estivesse em dois lugares ao mesmo tempo, seria isso real?

Mas, após algum tempo, a verdade prevalece e se ergue acima de tudo(...)A verdade e o tempo sempre trabalham juntos. - pág. 13

Ruthy era esposa de Lou, casados a anos, continuava a ser(ou tentar) a mesma menina que Lou conhecera, atenciosa, divertida, amorosa. Mas as rugas do casamento, os filhos e a infidelidade de Lou estão a envelhecer o espirito de Ruthy. Lou temia que não empenhar-se no trabalho lhe trouxe-se a demissão, mas poderia sua família demiti-lo pelo mesmo motivo?

Há vários tipos de alertas para despertar, mas somente um é importante.
Não sabia que era impossível dizer à vida quando ele estaria pronto para aprender, e a vida estava lhe dizendo que estava preparada para ensinar.
Ele não sabia que não era o caso de apertar os botões e, repentinamente, saber de tudo; não sabia que os botões a serem apertados estavam nele mesmo. - Pág. 155

A narrativa é feita em terceira pessoa, na verdade o sargento O'Reilly é quem esta contando essa história ao garoto que está naquela manhã de natal na delegacia esperando sua mãe. Um pequeno surto raivoso o fez atirar um peru congelado em uma janela. E o que a historia de Lou poderia ensinar a esse adolescente? Ou a O'Reilly naquela manhã de Natal? Como suas histórias estariam se cruzando?

Um livro cheio de ensinamentos e coisas a acrescentar. Sobre tempo, valor e família. Extremamente delicado; impecável. E o que eu aprendi com ele? Que o seu maior presente pode estar te esperando, basta você permitir-se recebe-lo.

Nem tudo é ciência, algumas coisas são simplesmente milagres.


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