Resenha: O Caçador de Pipas - Khaled Hosseini

domingo, 21 de outubro de 2012



Nome: O Caçador de Pipas
Autor: Khaled Hosseini
Editora: Editora Nova Fronteira (Grupo Ediouro)
Pág. 365
Onde Comprar: Saraiva



Sinopse: O caçador de pipas é considerado um dos maiores sucessos da literatura mundial dos últimos tempos. Este romance conta a história da amizade de Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, que vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 1970.
Amir é rico e bem-nascido, um pouco covarde, e sempre em busca da aprovação de seu próprio pai. Hassan, que não sabe ler nem escrever, é conhecido por coragem e bondade. Os dois, no entanto, são loucos por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de caubói americanos e pipas.
E é justamente durante um campeonato de pipas, no inverno de 1975, que Hassan dá a Amir a chance de ser um grande homem, mas ele não enxerga sua redenção. Após desperdiçar a última chance, Amir vai para os Estados Unidos, fugindo da invasão soviética ao Afeganistão, mas vinte anos depois Hassan e a pipa azul o fazem voltar à sua terra natal para acertar contas com o passado.



RESENHA POR THAÍS

A história se passa na década de 70, tendo como cenário o Afeganistão onde uma das maiores características é a divisão das classes sociais, e na classe dominante temos Amir um garoto mimado, que desde o início do livro demonstra sentimentos questionáveis, como raiva, egoísmo, e a busca incessante pela atenção, pelo amor do pai.

"E esse é o problema das pessoas que são sinceras: acham que todo mundo também é."

Já na classe dominada temos Hassan filho de Ali, ambos descriminados pelo restante da sociedade dominante por possuírem descendências mongóis, tendo como características: bondade,  lealdade e coragem.

"Por você, faria isso mil vezes"

Amir e Hassan apesar de todas as diferenças, cresceram juntos, tinham a mesma idade e algumas paixões em comum, o que fez com que uma grande amizade nascesse entre os dois.

"Abri a boca e quase disse algo. Quase. O resto da minha vida poderia ter sido diferente se eu tivesse dito alguma coisa naquela hora. Mas, não disse. Só fiquei olhando. Paralisado"

Certo dia, Amir e Hassan se inscrevem em um campeonato de pipas, campeonato que Amir vence e para o amigo ter a pipa que o fez campeão como um troféu, Hassan revolve correr atrás da pipa azul, e desaparece. Amir resolve ir atrás de Hassan, e quando o encontra, ele está em um beco sem saída, sendo agredido sexualmente por um grupo de princípios neonazistas, comandados por Assef. Tendo sua lealdade e coragem colocadas em prova, Amir se mostra um grande covarde, uma vez que assiste à agressão escondido, e nada faz para ajudar seu amigo.

"Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente a variação do roubo. Quando você mata um homem, está roubando uma vida. Está roubando da esposa, o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça […]"

Atormentado pela culpa, Amir não consegue conviver com a situação que criou com sua covardia, mesmo com o amigo querendo, apesar de tudo, reatar a amizade, Amir resolve tirar de uma vez por todas Ali e Hassan de sua casa, armando um suposto roubo para culpar Hassan. Apesar das circunstâncias, o pai de Amir, que até então não demonstrava sentimentos, aos prantos pede para que pai e filho não deixassem a casa, porém surpreendentemente, apesar de não ter culpa, Ali e Hassan assumem essa culpa e mesmo contra a vontade do pai de Amir, vão embora.

"Sempre dói mais ter algo e perdê-lo do que não ter aquilo desde o começo."

Devido a guerra contra a Rússia, Amir e o pai resolvem fugir para os EUA, onde passam a viver uma vida simples em um subúrbio, onde um bom tempo depois, com Amir já  adulto e casado, foi o fim dos dias de seu pai.
Anos depois uma ligação faz com que a vida de Amir tenha grandes reviravoltas, os acontecimentos o levam diretamente ao seu passado, onde passa a concertar os erros que cometeu, e apesar de não poder mudar o rumo que sua vida tomou por suas decisões erradas, Amir tem a chance de compensar todo o mal que causou.

“Pode ser injusto, mas o que acontece em poucos dias, às vezes até uma única vez, pode alterar o rumo da sua vida inteira”

A obra de Khaled Housseini além de mostrar nitidamente a cultura no Afeganistão, retrata de uma forma arrebatadora o valor de uma amizade sincera, e nos faz refletir principalmente sobre a valorização do que/quem temos, que muitas vezes passa despercebido devido a rotina, ou pelo simples fato de não enxergarmos. O autor tem a preocupação de detalhar sentimentos, cenários e momentos, o que faz do livro um material ainda mais agradável de ser lido. Confesso que em muitas partes do livro, não pude conter as lágrimas.
Apesar do livro ser  um clássico, se você ainda não leu, posso te alertar que "O caçador de pipas" é uma história impactante, que irá te marcar pelo resto da vida, assim como me marcou, prova disso é que mesmo o tendo lido anos atrás, e ter lido muitos outros livros após este, pude lembrar perfeitamente cada detalhe.

Sobre o filme, é bom, porém... recomendo o livro, rs.
E você, já leu ou assistiu? O que achou?


História:
Capa: 
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11 comentários:

  1. Carlos Cavalcanti26 de abril de 2013 06:20

    Resenha muito boa, parabéns! continue assim!

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  2. sua resenha foi plagiada
    http://www.estantedasamoras.com/2013/07/resenha-o-cacador-de-pipas-khaled.html

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    Respostas
    1. concordo plenamente, essas kawuaiis de hoge em dia nao tem respeitru pelas cultura anomalas

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  3. valeu tava precsando mt disso pra meu trabalho de redação

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  4. nss, obrigada ! tava precisando dms

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  5. Ainda não li o livro e nem assistir o filme, porém só o fato de ler esta resenha, fiquei com muita vontade de ler.

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  6. Amei sua resenha, está de parabéns. Me ajudou muito.

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  7. parabéns pela resenha qro agradecer pois m ajudou muito..valeu.

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