Resenha: Identidade Roubada - Chevy Stevens

segunda-feira, 8 de agosto de 2011


Nome: Identidade Roubada
Autor: Chevy Stevens
Editora: Arqueiro
Pág. 254
Onde Comprar: Saraiva






Sinopse: Era para ser um dia como outro qualquer na vida de Annie O’Sullivan. A corretora de imóveis levanta da cama com três objetivos: vender uma casa, fazer as pazes com a mãe e não se atrasar para o jantar com o namorado. Naquele domingo, aparecem poucas pessoas interessadas em visitar o imóvel. Quando Annie está prestes a ir embora, uma van estaciona diante da casa e um homem sorridente vem em sua direção. A corretora tem certeza de que será seu dia de sorte. Mas o inferno está apenas começando. Sequestrada por um psicopata, Annie fica presa durante um ano inteiro em um chalé nas montanhas, onde vive um pesadelo que deixará marcas profundas.







Anne O'Sullivan possui um passado triste, e parece que as dificuldades tendem a acompanhar sua vida. Um desastre em família durante sua infância comprometeu a normalidade de seus dias e Anne procura levar adiante o pouco que ainda a faz feliz, como seu emprego na imobiliária e seu namoro tranquilo. Até o momento em que é sequestrada ao final de um dia de trabalho em que parecia tudo estar dando certo.

Sequestrada por um psicopata, Anne fica presa durante um ano de sua vida, onde passou por todo tipo de abuso físico e psicológico. Agora em liberdade, Anne não consegue se sentir livre, o medo e a submissão ainda a acompanham, e o tratamento psicológico é extremamente necessário.

|"Eu me lembro de ter lido que, se um passarinho ficar muito tempo numa gaiola, ele não foge assim que a portinhola se abre. Só agora entendo essa situação." Pág. 160

A Polícia começa a encaixar o quebra-cabeça por trás do sequestro e ao que parece, existe muito mais que uma simples obsessão do sequestrador por Anne.

A protagonista começa sua narrativa diante de sua terapeuta, contanto seus medos diários juntamente com seu passado assustador no cativeiro.
Com uma narrativa forte, a protagonista narra sua história com imensa intensidade, atraindo o leitor para a narrativa e envolvendo-o em seu drama psicológico de maneira arrebatadora. A forma amarga e muitas vezes irreverente com a qual ela descreve momentos da sua vida antes, durante e depois do sequestro emociona o leitor. É uma leitura densa, emocionalmente desgastante e não indicada para leitores mais jovens, já que o texto é explícito em diversos momentos.

Como nós reagiríamos diante de uma situação de violência e perigo? Qual a força do nosso instinto de sobrevivência? Em certos momentos, nosso psicológico fortemente abalado pode sentir dependência pelo seu sequestrador tendo em vista que sua vida depende dele? Anne se odeia por sentir pena às vezes, pena pelo passado dele. A carência de afeto a leva a odiar a dependência que acaba desenvolvendo, odeia os momentos que apenas se encosta na pele dele e finge estar tudo bem.

Esse transtorno mental abordado pela escritora é chamado de Síndrome de Estocolmo, e existem outras obras atualmente em que citam esse assunto.
A meu ver, isso pode ser algo natural já que toda a sobrevivência da vítima depende do sequestrador.

Todas as passagens são extremamente realistas, hora abordando toda a dificuldade de Anne, hora acrescentando a deficiência emocional do sequestrador, e possíveis análises sobre o que leva um ser humano a atos tão cruéis.

Com um final surpreendente, o livro não pode ser classificado como drama, auto-ajuda ou suspense policial, pois mesclam com extrema perfeição todos esses gêneros, Chevy Stevens acrescentou um final genial e fechou a obra com chave de ouro!

 História:
 Capa:
  
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