Resenha: Dupla Falta - Lionel Shriver

segunda-feira, 1 de agosto de 2011


Autor: Lionel Shriver
Editora: Intrínseca
Pág. 367
Onde Comprar: Saraiva



Sinopse: Mais que uma história de amor encenada no ambiente de alta-tensão do mundo do tênis profissional, Dupla Falta é um alerta sobre os limites da rivalidade e da paixão. Com a sagacidade que se tornou sua marca registrada, Lionel Shriver investiga o cenário perturbador do desequilíbrio de um casamento moderno. Tênis sempre foi a maior paixão de Willy Novinsky desde que ela pegou em uma raquete pela primeira vez, aos 5 anos. Até que conhece Eric Oberdorf: matemático recém-formado pela Universidade de Princeton, capaz de chamar atenção não só pela beleza, mas também pela habilidade em diversas atividades, como a atuação nas quadras e em torneios de menos destaque. Mesmo à sombra da antiga relação de confiança e dependência entre a esportista e seu treinador, Eric torna-se a nova paixão de Willy. Os dois se casam. Assim como a esposa, Eric batalha para alcançar o glamour do circuito internacional. Logo, a vida em comum, repleta de cumplicidade e desejo, dá lugar a uma competição cada vez mais acirrada por uma colocação em meio à elite do esporte, entre os chamados top 100. E o casamento tende a provar-se uma jogada com efeitos imprevisíveis no desempenho de Willy. À medida que seu rendimento decai, as habilidades do marido levam-no mais longe no ranking mundial. Narrado com o controle de ritmo e velocidade de um campeão de tênis em uma partida, Dupla Falta investiga os medos, as esperanças e as traições de uma relação amorosa. Lionel Shriver nos oferece uma visão magistral e provocante do jogo romântico de um homem e uma mulher que não conseguem sobreviver ao próprio egoísmo.


A história se passa em meados de 1990. Willy tem 23 anos, joga tênis desde os 4 anos, profissionalmente desde os 17.Seus pais nunca a apoiaram, sempre diziam que a carreira não daria futuro, que seria melhor dedicar-se as estudos. Mas Willy nunca se importou, o fanatismo dela pelo esporte chega a assustar.
Os profissionais do Tênis possuem uma tabela de classificação, um Top 100 muito importante, que é o que determina o nível do profissional. Willy dedica-se em tempo integral às competições e treinos a fim de alcançar a tão sonhada marca, entre os 10 primeiros.
O treinador de Willy, Max, é rígido nos treinos e a incentiva desde os 17 anos, financiando sua carreira. Willy e Max já tiveram um caso, ele é 20 anos mais velho que ela. Porém quando percebeu que o envolvimento emocional atrapalhava os treinos, Willy abriu mão, e escolheu o esporte.
Em um de seus pesados treinos, Eric aparece. Um jogador amador que almeja o profissionalismo. Formado em matemática em umas das melhores universidades do país, inteligente e centrado, busca a perfeição em tudo que prática. Sempre foi o melhor no colégio pois sua família sempre exigiu seu máximo.
Os dois se envolvem e logo passam a namorar. Willy joga muito melhor que Eric, o namoro caminha perfeitamente bem, ela ensina todos seus truques no jogo.
Logo estão noivos e se casam. A cerimônia é realizada em uma quadra de tênis, expressando a paixão de ambos pelo esporte.
A vida de casado não é fácil para Willy e Eric, que se vêem em competições diferentes, viajando muito e passando muito tempos separados. Eric começa a jogar melhor e a subir no ranking cada vez mais. E então surge a competição entre o casal. Logo Willy não é mais a única com uma excelente jogada.

Eu, particularmente, nunca conheci uma protagonista tão egoísta. A competição entre marido e mulher toma proporções gigantescas de inveja e ciúmes. Logo um não deseja mais a felicidade do outro, o amor e ódio fluem livremente na relação.

O quanto o ser humano pode ser egoísta? Rivalidade onde deveria haver cumplicidade. Infelizmente essa é a realidade de muitos casais hoje, principalmente daqueles que compartilham uma mesma profissão. Mulheres que ganham mais. Maridos bem sucedidos.

Infelizmente a autora peca na escrita, ou talvez o tradutor, pois livro é repleto de um linguajar difícil. Encontrei muitas palavras que não conhecia, o que não seria ruim se não fosse usado em excesso causando cansaço durante a leitura.

Concluindo, o tema é muito bom e bem desenvolvido. A escrita é cansativa e o final bem realista. Uma obra para ler e refletir.


História:
Capa:
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