Resenha: Lázarus - Georgette Silen

quinta-feira, 23 de junho de 2011


Nome: Lázarus
Autor: Georgette Silen
Editora: Novo Século
Pág.  374
Onde Comprar: Vitrola



Terceiro livro do booktour "Selo Brasileiro"



Sinopse: Mistério, romance, alta tecnologia, sangue e morte passam a cercar a vida de LauraVargas, museóloga brasileira, após ela aceitar um surpreendente e inesperado convite para assumir o cargo de curadora de arte no The City Museum of Art and Gallery, em Bristol, sudoeste da Inglaterra,a cidade natal da família de seu pai. Disposta a começar uma nova vida ao lado da filha adolescente, Cinthia, Laura se surpreende ao descobrir que nem todos são aquilo que aparentam ser e que a eternidade é muito mais do que um conceito, ou uma simples palavra, quando ela encontra o Lázarus e recebe dele o seu “dom”. Agora, Laura precisa fugir de seus perseguidores, interessados em obter a “cura” milagrosa para todos os males, o dom ofertado pela misteriosa criatura lendária, e que se concentra em seu sangue. Orelha do livro: “Olhei meu reflexo na janela do ônibus, para a estranha que me observava.Overda- deiro nome que eles procuram nunca pisou em solo brasileiro nos últimos meses, nem mesmo voltou de Bristol ou esteve por lá. Estava perdido talvez para sempre. Em meio aos pensamentos não percebi a pequena senhora ao meu lado cair no sono, com seu rosário nas mãos, a Bíblia ainda aberta e a luz interna acesa. Num gesto de déjavú, retirei lentamente a Bíblia de suas mãos para fechá-la e apagar a luz para que ela pudesse descansar. Mas assim que toquei no livro, meus olhos caíram para a página que ela estava lendo. Era o evangelho de João 11:12. Dito isso exclamou com voz forte: 'Lázaro, vem para fora!' O que estivera morto saiu, com as mãos e os pés amarrados com faixas e um pano em volta do rosto. Jesus então lhes disse: 'Desamarrai-o e deixai-o ir'. Aressurreição de Lázaro. Um forte estremecimento me tomou. Olhei para a mulher amamentando seu bebê tran- quilamente. Sim, o nome que eles procuram não será encontrado. Mas não é meu verdadeiro nome o que importa. Para eles só uma coisa interessa: a cura.”



Laura é viúva e mãe de uma adolescente. Reside no Brasil, mas seu pai é Inglês, portanto mantém ligações estangeiras. No momento em que surge uma oportunidade brilhante de carreira em um museu em Bristol, Laura parte para a Inglaterra com a filha, indo ocupar uma antiga casa herdada. Apesar de ter uma filha adolescente, ela é uma mulher jovem, no início dos trinta anos. Laura não se envolveu com ninguém após o falecimento de marido, entretanto, acaba criando um relacionamento com o charmoso Robert Fevré, que conhecerá através de seu novo emprego. Enquanto se estabelece em Bristol, as manchetes nos noticiários só falam sobre o serial killer que tem como característica, morder e drenar o sangue das vítimas.
A partir desse momento não irei revelar mais nada! Pois quando peguei esse livro em mãos, sem expectativa alguma, crendo que encontraria apenas mais uma história de vampiros, me surpreendi a ponto de afirmar que foi um dos melhores livros "vampiros" que já li! O que possa antecipar é que a estória vai muito além do tradicional vampirismo. Além de toda a coerência com explicação sobre os clãs e as espécies, o enredo é extremamente original.

A escrita de Georgette é envolvente e profissional. Detalhista na medida certa transporta o leitor para o cenário com os diálogos bem construídos e personagens autênticos, superando facilmente a única deficiência que consegui encontrar no livro - a diagramação com letras muito pequenas.

SPOILER

Desculpem o spoiler, mas é extremamente necessário comentar sobre esse trecho.
Quando Laura é atacada por um vampiro, e fica entre a vida e a morte, a autora descreve com tanto realidade a cena, que chega a angustiar. Me senti no lugar de Laura, e quando terminei o trecho, fiquei pensando - Não é possível, a Georgette deve ter morrido pelo menos uma vez para poder descrever tão perfeitamente esse momento! Foi nesse momento que senti orgulho de dizer que esse é um livro da nossa LITERATURA BRASILEIRA!

Existem outras partes fantásticas, como:

" - Nós não os vemos com tanta frequência como antes, mas isso não quer dizer que não existam! - ele acentuou. - A cada dia que passa novas espécies de animais desconhecidas são descobertas e outras que nem chegamos a conhecer se extinguem. Porque só o homem se julgaria tão especial a ponto de pensar que sua existência faz parte dos planos de Deus ou da Natureza? Se evoluímos, por que eles também não?" pág. 129

"Percebi então que estava chorando quando meu foco nas nuvens se perdeu e as gotas pesadas caíram sobre as tintas na paleta, misturando o laranja, o roxo e o marrom. Cores secundárias e terciárias, como dizia a professora de artes plásticas. O céu hoje era secundário, as nuvens também. Primária era a cor da minha dor." pág. 287

FIM DO SPOILER

História:
Capa:
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