Resenha: Ladrão de Almas - Alma Katsu

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


Nome: Ladrão de Almas
Autor: Alma Katsu
Editora: Novo Conceito 
Pág. 430
Onde Comprar: Saraiva



Sinopse: No turno da noite em um hospital em Maine, Dr. Luke Findley espera ter outra noite tranquila com lesões causadas pelo frio extremo e ocasionais brigas domésticas. Mas no momento em que Lanore McIlvrae — Lanny — entra no pronto-socorro, ela muda a vida dele para sempre. Uma mulher com passado e segredos misteriosos, Lanny não é como outras pessoas que Luke já conheceu. Ele é, inexplicavelmente, atraído por ela... mesmo ela sendo suspeita de assassinato. E conforme ela conta sua história, uma história de amor e uma traição consumada que ultrapassa tempo e mortalidade, Luke se vê totalmente seduzido.Seu relatório apaixonado começa na virada do século XIX na mesma cidadezinha de St. Andrew, Maine, quando ainda era um templo Puritano. Consumida, quando criança, pelo amor que sentia pelo filho do fundador da cidade, Jonathan, Lanny faria qualquer coisa para ficar com ele para sempre. Mas o preço que ela paga é alto — um laço imortal que a prende a um terrível destino por toda a eternidade. E agora, dois séculos depois, a chave para sua cura e salvação depende totalmente de seu passado.De um lado um romance histórico, de outro uma história sobrenatural, Ladrão de Almas é uma história inesquecível sobre o poder do amor incondicional não apenas para elevá-lo e sustentá-lo, mas também para cegar e destruir — e como cada um de nós é responsável por encontrar o próprio caminho para a redenção.



RESENHA POR LETÍCIA

“O amor verdadeiro pode durar uma eternidade... mas a imortalidade tem um preço.” 

Primeiro livro da trilogia The Taker, que é o título original do livro, Ladrão de Almas consegue abordar o universo da imortalidade, um tema muito falado ultimamente, de forma revolucionária podemos dizer. A imortalidade sempre foi vista como uma benção divina, um dom de valor inenarrável, mas, Alma Katsu a mostra como uma tortura, um fardo, um castigo.
A sinopse explica muito bem a história, mas oculta alguns detalhes que eu contarei para dar mais um gostinho de quero mais, deixar aquela curiosidade aguçada para ler essa história!
Lanny se vê apaixonada pelo único garoto que não poderia ter, pois, vinda de uma família pobre como a sua como poderia alimentar os arranjos comercias que os casamentos prometiam naquela época?
Uma amizade que começou com um beijo roubado dentro do templo puritano, com o tempo, começa a levantar suspeitas para a cidade de que os dois teriam alguma coisa. Jonathan, o garanhão da cidade, de uma beleza perfeita, aproveita-se do amor incondicional de Lanny e a coloca em uma situação que seus pais não veem uma alternativa senão tirá-la da cidade.
Ao chegar a Boston tenta fugir e é abordada por dois cavalheiros exuberantes e por uma mulher de riqueza incontestável, que a oferecem uma festa. Por estar perdida e não ter outra opção Lanny aceita o convite. Ao chegar à mansão se depara com as piores depravações sexuais possíveis, orgias, bebidas, drogas... E conhece Adair, um crápula explorador, repugnante, nojento e doentio. Mas de certa forma, dentro de si, ela sente prazer com tudo aquilo.
Graças à “afeição” do anfitrião, ele sendo imortal, decide dar esse dom a ela, mas, ele tem um preço. Durante o processo ela entende somente as palavras: “Pelas minhas mãos e intenção.”. Passado o tempo, ele oferece a ela a chance de viver eternamente ao lado de seu amor: tornar Jonathan imortal. E independente das consequências ela aceita.
Certas intrigas ficam: o que leva Adair, Lanny, Jonathan e os outros à imortalidade? Qual era o significado daquelas palavras? O que faz Adair a eles dentro de quatro paredes? Qual é o mistério de Adair guardado dentro das masmorras de sua mansão? O que Lanny faz para conseguir fugir de Adair?
Não recomendaria esse livro para pessoas muito novas, pois tem certo conteúdo inapropriado.
A história é narrada em dois tempos, que correm, até se encontrarem no final. Ao mesmo tempo em que narra a história de séculos atrás, narra a forma com que Luke se prende a Lanny no presente. Luke é o que dá equilíbrio a história, a parte pura de tudo aquilo.
Essa mescla temporal feita de forma maravilhosa é uma das coisas que prende a atenção do leitor a cada página. Cada parágrafo que passa o anseio por saber mais aumenta. O final do livro é sem pontos abertos e como é o primeiro de uma trilogia, fiquei mais curiosa ainda para saber como será o restante da história.
Possuindo um enredo muito bom, cheio de mistérios arrebatadores, a lição de que o amor pode ser a salvação, mas também a ruína, um amor que nunca ninguém foi capaz de corresponder, é impossível deixar de ler!
E não para por aí! A autora já escreveu o segundo volume “The Reckoning”, que em português seria algo como “O acerto de contas”. Novo Conceito, quando teremos o próximo volume aqui no Brasil hein sua linda?!


História:
Capa: 

Novidade : 8ª Temporada de Criminal Minds estreou ontem!

terça-feira, 6 de novembro de 2012



Diferente de séries como C.S.I. que investigam um crime através de digitais, D.N.A. e provas científicas, os ‘profilers’ (analistas comportamentais do FBI), veem o crime de uma forma diferente: através do comportamento do assassino. O objetivo deles é entrar na mente desses criminosos, pensar como o suspeito estava pensando na hora do crime também antes dele e o contexto em que ele vive/viveu. Geralmente eles analisam casos de Serial Killers (assassinos em série). Uma equipe formada atualmente por Dr. Spencer Reid (Matthew Gray Gubler), o gênio da turma, Aaron Hotchner (Thomas Gibson), o melhor profiler do FBI, Alex Blake (Jeanne Tripplehorn), uma nova agente no grupo, Derek Morgan (Shemar Moore), especializado em comportamento obsessivo, Jennifer Jarreau (AJ Cook), antes a agente que lidava com as famílias das vítimas e fazia a ligação entre a equipe, a polícia local e a imprensa, mas que na temporada mais recente se tornou também uma profiler, David Rossi (Joe Mantegna), um agente muito bem sucedido e conceituado que se aposenta durante anos para escrever livros e que volta para a BAU ( Unidade de Análise Comportamental – FBI) devido à negócios não terminados e Penélope Garcia (Kirsten Vangsness) que é a analista técnica da equipe, que com os anos foi adquirindo certas habilidades de profiler devido a convivência.
Segunda-feira, dia 5, saiu no AXN o primeiro episódio da nova temporada. O título do episódio é The Silencer (O Silenciador), um criminoso que sempre que antes de matar uma pessoa ele costurava a boca das vítimas ainda vivas e foi MUITO bom! Deixou alguns mistérios sobre a nova agente, Blake e com certeza deixou gostinho de quero mais para os próximos episódios. Domingo, às 20h tem replay no mesmo canal. Para os que têm NET, o canal é o número 34.
A série passa todas as segundas às 22h e o episódio da próxima segunda é The Pact (O Pacto), eles investigam duas mortes brutais, com a mesma assinatura, com poucas horas de diferença, em duas cidades diferentes e as mortes não param por aí.



Resenha : O Começo do Adeus - Anne Tyler

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


Nome: O Começo do Adeus
Autor: Anne Tyler
Editora: Novo Conceito 
Pág. 208
Onde Comprar: Saraiva



Sinopse: O Começo do Adeus é um romance sábio, assustador e profundamente tocante, que conta a história de Aaron, um homem de meia-idade, desolado pela morte da esposa, que tem melhorado gradualmente com as aparições frequentes da mulher - em casa, na estrada, no mercado. Com deficiência no braço e na perna direita, Aaron passou a infância tentando se livrar de sua irmã, que adorava mandar nele. Então, quando conhece Dorothy, uma jovem tímida e recatada, vê uma luz no fim do túnel.Eles se casam e tem uma vida relativamente modesta e feliz. Mas quando uma árvore cai em sua casa, Dorothy morre e Aaron começa a se sentir vazio. Apenas as aparições inesperadas de Dorothy o ajudam a sobreviver e encontrar certa paz. Aos poucos, durante seu trabalho na editora da família, ele descobre obras que presumem ser guias para iniciantes durante os caminhos da vida e que, talvez para esses iniciantes, há uma maneira de dizer adeus.





RESENHA POR THAÍS

Devido a sua deficiência na perna e no braço direito, e tendo sua mãe e irmã (Nandina) super-protetoras,  Aaron, um homem de 36 anos, passou grande parte de sua vida cercado por cuidados excessivos que acabavam o sufocando, fazendo com que seu maior desejo fosse a possibilidade de ser independente, longe de toda a atenção que lhe era dada. Tudo mudou quando Aaron conheceu Dorothy, uma médica quieta, desorganizada, que não media esforços para seu trabalho, fora dos padrões de beleza e que mal ligava para suas próprias refeições, por outro lado, diferente de grande parte das pessoas que o rodiavam, Dorothy o tratava normalmente, sem colocar sua deficiência primeiro, tudo isso porque conseguia enchergar perfeitamente oque Aaron sempre tentara provar, que era completamente capaz de viver como qualquer outra pessoa.

" Ela ficava perto de mim, no meio da multidão, e muitas vezes pegava minha mão de repente, enquanto eu conversava com alguém. Eu sentia aqueles dedos rechonchudos e ásperos se entrelaçando aos meus como quem não quer nada e tinha que me controlar pra não dar um sorriso."
 
Apesar das diferenças, após alguns encontros, eles se casaram e viviam uma vida completamente normal, com todas as características normais apresentadas em qualquer casamento, entre elas desentendimentos, e foi após uma discussão completamente irrelevante para ser mais detalhada pelo desaparecimento dos Triscuits, sim biscoitos, que segundo Dorothy sumiram após Peggy, a secretária de Aaron, haver visitado sua casa  mais cedo, para levar uma sopa e fazer um chá para ele, que havia sido dispensado do trabalho por estar doente, e quando questionado pela esposa o porque ela havia ali estado, Aaron usou como resposta a ausência de Dorothy devido a sua dedicação ao trabalho. Após a discussão, ela pegou sua bolsa e caminhou até o solário, tudo parecia tranquilo até que uma árvore caiu sobre o local, um acidente que  lhe custou a vida.

Sem saber lidar com a imensidade da dor após a morte de sua mulher, e atormentado pela culpa, Aaron com seu coração e sua vida completamente devastados, passa a viver em um completo isolamento em diversos momentos, oque é nitidamente visto no momento em que seus vizinhos passam a lhe oferecer favores, como se revesarem para o levar comida, e tal ato passa a irritá-lo. Após um tempo, Aaron resolve voltar a viver com Nandina, enquanto é feita a reforma de sua casa.

"Mas agora eu queria as dores e as delícias de uma vida normal. Queria que minhas consoantes interrompessem minhas vogais ao falar, meus pés tocando os dela em um abraço, meu nariz cutucando o dela durante um beijo. Eu queria a realidade, mesmo que fosse imperfeita e repleta de falhas."

A história toma outro rumo apartir do momento em que, de repente Dorothy começa a aparecer, oque o faz com que ele passe a buscar a razão por ela ter voltado, algo que o faz colocar na balança seus sentimentos e a relembrar grande parte do que viveu no passado, incluindo seus erros e acertos, para assim conseguir por fim, dizer adeus. Seriam essas visões reais ou apenas uma ilusão relacionada a dor, que fora criada para amenizar a saudade ? Estaria Aaron condenado a viver atormentado pela culpa ? Teria o personagem um final feliz ? Confira.

"Fechei os olhos e desejei, de todo o coração, que ela aparecesse só para colocar uma mão em meu ombro. Mas ela não veio"

Apesar de muito criticada, na Bienal o livro me chamou atenção pela simplicidade da capa o que me gerou uma certa curiosidade, após juntamente haver lido a sinopse, curiosidade que foi saciada ao receber da editora o livro, para minha alegria, prova disso é que foi uma das minhas primeiras escolhas.
Bom, O começo do Adeus é uma obra que primeiramente, nos faz refletir muito sobre a questão de dar valor às pessoas, aproveitar cada segundo, mais precisamente, seguindo a frase clichê "viva cada dia,como se fosse o ultimo", pois traz exatamente a questão de agora ser, e em poucos segundos já não existir, exemplificada na morte repentina de Dorothy.
Para ser bem sincera, até agora não sei como classifico o quanto eu gostei ou não, do casal, que por serem os personagens principais, são o ponto de referência da história, oque nos fica guardado na memória.
Apesar de estar longe de entrar para as minhas obras favoritas, achei uma leitura bem suave, pouco cansativa, nada impactante (exceto pela questão da reflexão) , teve um desfecho interessante, apesar de ser bem previsível, e foi bem escrita.


História:
Capa: 

Por Dentro


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